quarta-feira, 22 de agosto de 2012

os desertos de GOBI (Agartha / Shambhala) e Taklamakan

GOBI é um extenso deserto situado na região norte da República Popular da China e região sul da Mongólia. A palavra Gobi significa deserto, em mongol. Gobi tem as seguintes dimensões: 1600 km de leste a oeste e 800 km de sul a norte, ocupando uma de área de 1.295.000 em km², mais ou menos o tamanho do estado brasileiro do Pará. A média da temperatura anual é de -2,5 °C a +2,8 °C e os valores extremos chegaram a 38,0 °C e -43 °C em uma região, e 33,9 °C e -47 °C em outra. É o deserto arenoso mais setentrional de todos, e lar de alguns animais raros tais como o camelo-bactriano (de duas corcovas) e o raríssimo cavalo-de-przewalski. Suas areias foram pela primeira vez percorridas e descritas por um ocidental no ano de 1275, na famosa viagem de Marco Polo junto ao pai e um tio, a Pequim. Equus przewalskii é uma espécie de equídeo, nativa dos desertos da Mongólia, que se encontrava extinta na natureza, mas graças a um projeto internacional, esta espécie foi re-introduzida no seu habitat natural. O cavalo-de-przewalski foi descrito pela primeira vez pelo general e naturalista amador russo Nikolaï Mikhaïlovitch Prjevalski em 1881, que viajou à sua procura após se deparar com relatos da sua existência. A descoberta gerou o interesse de vários zoos europeus, que adquiriram cerca de 20 exemplares. A população selvagem desapareceu nos anos 60, tendo o último animal selvagem sido avistado em 1969. Desde o início dos anos 90 que vários programas de reprodução em cativeiro têm vindo a encontrar sucesso e já ocorreu a libertação de uma manada na Mongólia. Muito semelhante ao cavalo doméstico, mas mais robusto e pequeno. Os adultos medem cerca de 2 metros de comprimento e pesam em média cerca de 300 kg. A sua pelagem é castanha parda e a crina, ereta, é de cor negra. Alguns exemplares têm as patas riscadas, fazendo lembrar zebras. A organização social destes animais faz-se em grupos familiares dominados por um macho, várias fêmeas e suas pequenas crias. Os juvenis abandonam o grupo por volta dos 3 anos, sendo as fêmeas incorporadas desde logo noutra manada. Os jovens machos passam vários anos em pequenos grupos, antes de se lançarem na conquista do seu próprio grupo de fêmeas. Em Portugal esta raça de cavalo não existe sob a forma pura. Existem alguns equídeos que são extremamente parecidos visualmente mas são resultado de cruzamento com outras raças de cavalos. Camelus bactrianus é um mamífero nativo da região das estepes do leste da Ásia, da região da Báctria, de onde o seu nome. Quase todos os animais desta espécie vivem domesticados pelas populações locais, mas ainda existem mais de mil espécimes na Mongólia e noroeste da República Popular da China. É muito parecido com a outra espécie da família Camelidae, que pode ser encontrado atualmente no nordeste da África e na parte ocidental da Ásia, o camelo-árabe ou dromedário (Camelus dromedarius). O camelo-bactriano distingue-se do dromedário pelo seu tamanho maior e pela presença de duas bossas. Pensa-se que este último poderá ser um descendente do camelo-bactriano. Este animal suporta condições climáticas extremas, especialmente no Tibete e outras áreas montanhosas da Ásia Central, onde as temperaturas no verão podem chegar a 40°C de dia e à noite são inferiores a 0°C. Pode resistir grandes períodos de tempo sem comer nem beber e é muito forte, podendo caminhar 47 Km/dia carregando pesos superiores a 450 kg. É encontrado em estado selvagem somente no Deserto de Gobi. Dele também se aproveita a carne, leite e pele. O deserto de Gobi é conhecido no mundo da Paleontologia pela riqueza e qualidade das suas jazidas fósseis, onde foram descritas pela primeira vez muitas espécies de dinossauros. É considerado um dos maiores sítios paleontológicos do mundo, com fósseis petrificados a céu aberto. Em 1993, foram retirados fósseis de 67 dinossauros (incluindo um embrião fossilizado), lagartos e mamíferos. Em 2006, uma equipe do paleontologista Jack Horner encontrou 67 esqueletos de psitacossauro, além dos 30 coletados no ano anterior. As tempestades de areia oriundas dos desertos são não apenas um fenômeno meteorológico, que afeta o clima tanto pela absorção quanto pela refração da radiação solar pelas partículas em suspensão - também afetam a vida, muitas vezes associadas as doenças que afetam desde seres marinhos quanto a animais terrestres e pessoas. As tempestades de Gobi são especialmente afetadas por agregar elementos poluentes das áreas industrializadas e populosas que atravessam. A tempestade vinda de Gobi em abril de 1988 percorreu milhares de quilômetros, carregando finos sedimentos de areia e da área industrial chinesa, atravessando o Oceano Pacífico até atingir 25% da América do Norte (Canadá e EUA). O fenômeno foi registrado novamente em 2001, desta feita com o acompanhamento por satélites pela NASA. Esta tempestade, em abril de 2001, teve sua origem identificada na Sibéria, os ventos carregaram partículas dos desertos de Gobi, na Mongólia, e de Taklamakan, na China, formando uma nuvem com mais de 2000 km de extensão. Esta nuvem tomou a cidade de Baicheng, e depois cobriu o Japão e Coreia do Norte, chegando enfim à América, indo do Alasca até a Flórida, trazendo areia e contaminantes. Num estudo científico de 2004 realizado por universidades da China e de Hong Kong constatou-se que amostras de partículas de três tempestades distintas continham, além dos elementos típicos do solo, elementos orgânicos como fenantreno, fluoranteno, pireno, benzopireno, benzofluoranteno, perileno, antraceno e outros - derivados tanto da emissão de derivados do petróleo quanto de elementos vegetais cerosos, provavelmente decorrente do atrito das partículas com a vegetação. Shambhala significa em sânscrito "um lugar de paz, felicidade, tranqüilidade", e acredita-se que seus habitantes sejam todos iluminados. A linha Tantra afirma que um dos reis de Shambhala, Suchandra, recebeu de Buda o Kalachakra Tantra, e que este ensinamento é lá preservado. Segundo esta tradição, quando o Bem tiver desaparecido de sobre a Terra, o 25º rei de Shambhala aparecerá para combater para introduzir o mundo em uma nova Idade de Ouro. Shambhala também é associada ao império histórico Sriwijaya, onde o mestre Atisha estudou sob Dharmakirti e recebeu a iniciação Kalachakra. Também é considerada a capital do Reino de Agartha, constituído, segundo as cosmologias do taoismo, hinduismo e budismo, por oito cidades etéricas. Inspiração para a criação literária do inglês James Hilton Lost Horizon (1925), passa a ser também conhecida e referida como Shangri-lá. Entre os hinduístas o nome é mencionado nos Puranas como sendo o lugar de onde surgirá o avatar Kalki restabelecerá a Lei Divina na Terra. Como outros conceitos religiosos, Shambhala possui um significado oculto e um manifesto. A forma manifesta tem Shambhala como um local físico, embora só podendo ser penetrado por indivíduos cujo bom karma o permite. Estaria em algum ponto do deserto de Gobi, ladeada pela China a leste, Siberia ao norte, Tibete e Índia ao sul, Khotan a oeste. A interpretação oculta diz que não é um lugar terreno, mas sim interior, comparável à Terra Pura do Budismo, de caráter mental e moral, ou a um estado de iluminação a que toda pessoa pode aspirar e alcançar. Segundo os ensinamentos escritos e orais do Kalachakra, transmitidos ao explorador Andrew Tomas por Khamtul Jhamyang Thondup, do Conselho de Assuntos Religiosos e Culturais do Dalai Lama (em exílio na Índia desde a ocupação chinesa comunista de 1950 no Tibete), a aparência de Shambhala variaria segundo a natureza espiritual do observador: "certa ribeira, pode ser vista pelos deuses como um rio de néctar, como um rio de água pelos homens. A idéia de uma terra de iluminados exerceu atração no ocidente desde sua difusão inicial no século XVII a partir de fragmentos do Budismo tibetano que conseguiram, através de exploradores e missionários, ultrapassar as usualmente fechadas fronteiras tibetanas, e da Teosofia, propagada pioneiramente por Helena Petrovna Blavatsky no século XIX. Em 1833 apareceu o primeiro relato geográfico sobre a região, escrito pelo erudito húngaro Alexander Csoma de Köros, que mencionou "um país fabuloso no norte, situado entre 45º e 50º de latitude norte". No final do século Shambhala foi mencionada por Helena Petrovna Blavatsky em seus livros, e desde então se tornou um nome familiar no ocidente, disseminando-se entre os cultos esotéricos e estimulando expedições em tentativas de localização. Shambhala foi mencionada diversas vezes por Blavatsky, que alegava estar em contato com alguns de seus habitantes, todos pertencentes à Grande Fraternidade Branca. Segundo a Teosofia, Shambhala é tanto um lugar físico como um espiritual. Teria sido antigamente uma ilha quando a Ásia central ainda era um mar, há milhões de anos, a chamada Ilha Branca, ou Ilha Sagrada, e teria sido ali que os Senhores da Chama, os progenitores espirituais da raça humana, liderados por Sanat Kumara, teriam chegado e se estabelecido, vindos de Vênus. Atualmente a ilha seria um oásis no Deserto de Gobi, protegida de intrusos por meios espirituais. Escolas derivadas da Teosofia fazem menções ainda mais freqüentes ao lugar, enfatizando sua natureza espiritual e localizando-a invisivelmente no plano etérico ou astral. Taklamakan, é um deserto frio situado na bacia do rio Tarim na Ásia Central, no Xinjiang uigure, região autônoma da República Popular da China. É conhecido como um dos maiores desertos do mundo (o 15.º em área na lista dos maiores desertos não-polares do mundo). Um oásis perto do limite do deserto de Taklamakan é o ponto mais baixo da China, a 154 metros abaixo do nível do mar. Chega a ter temperaturas abaixo dos -2 °C. "O frio do deserto da China", um dos temas da série de documentários "Caçadores". Marc Aurel Stein (1862-1943) - Húngaro viajante e etnógrafo, que - juntamente com Sven Hedin e Kozlov PK - no século XX, fizeram a maior contribuição para o estudo do Turquestão Oriental. Suas obras principais - "Khotan Antiga" (Vols. 1-2, 1907), "Serindia" (Vols. 1-5, 1921), "A Ásia Interior" (barras 1-4, Caçador - deserto gelado da China - 2000. Tesouros perdidos: o deserto gelado da China (Treasure seekers: China's frozzen desert), National Geographic Society, 2001 (versão portuguesa, lançada por Lusomundo Editores em 2002) nos relata a expedição do arqueólogo Aurel Stein neste deserto, onde descobre uma biblioteca com mais de 800 anos. Do outro lado do deserto de Taklamakan. Mais uma vez um bom senso de a geografia variada, tanto físico como humano, incluindo um passeio de uma cidade oásis provincial e seu mercado. Informações sobre a população principal da área, os uigures, com filmagens interessante de coisas como a confecção do pão característica plana que é um marco da sua dieta. Depois, segue ao longo da rota do famoso explorador Stein para visitar as ruínas de Miran e Niya, agora bem fora no deserto, mas ao mesmo tempo localizada em rios e centros de administração sofisticada, a vida econômica e religiosa. Vê-se, entre outras coisas, as vigas de madeira de um grande "palácio". Algumas das fotos tiradas a partir de artefatos retirados de museus por Stein e outros, incluindo os corpos mumificados de um casal, o robe de seda que um deles estava envolto em, e os vários objetos do cotidiano, que tinha sido enterrado com eles. [Sobre essas múmias, ver março1996 da National Geographic.] Clara evidência dos laços internacionais das cidades da Rota da Seda, com tanto chineses e ocidentais influências artísticas.

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