quinta-feira, 26 de junho de 2008

Conscientização em Ambientes Naturais



Tread Lightly! é um termo que surgiu nos Estados Unidos e significa algo como: Pisar de Leve! Os abusos ao meio ambiente, durante atividades esportivas e recreativas, despertaram o interesse na conscientização para o uso ordenado de áreas naturais.

Foi criada, então, com patrocínio de empresas, uma sociedade sem fins lucrativos que tem como finalidade organizar palestras educacionais, sinalizar áreas com sua logomarca e trabalhar com a única missão de evitar a depredação de áreas naturais.

A Tread Lightly! tem 5 princípios que, através da propaganda, são levados ao conhecimento do público:

1 - Viajar com mínimo impacto ambiental: Permaneça nas trilhas e áreas designadas para atividades ao ar livre. Viaje somente em terras e águas abertas para tráfego.

Certifique-se de que seu veículo tem tamanho compatível com as estradas e condições de tráfego. Não fazer atalhos pela mata, isto destrói a vegetação e causa o surgimento de caminhos não autorizados. As trilhas são escolhidas para suportar os efeitos de atividades recreativas. Resista à tentação de criar novas áreas.

2- Respeite o ambiente e o direito de outras pessoas: siga os princípios da Tread Lightly!. Lembre-se, áreas selvagens são reservadas apenas para caminhadas ou cavalgadas. Seja cortês com outros usuários, que também desejam se divertir nas terras e águas que você está usando.

Seja solidário com o desejo de terceiros, por paz e uma tranqüila experiência em áreas naturais. Motores barulhentos e comportamento inadequado são contrários aos ambientes nativos. Ao dirigir, fique atento há presença de animais silvestres, cavalos, ciclistas e caminhantes. Estacione o veículo, desligando o motor se necessário, até que eles passem por você.

3- Eduque-se, planeje a viagem antes de sair: prepare-se com informações, mapas e equipamentos. Administradores de parques e proprietários de terras podem informar rotas abertas ao seu tipo de atividade. Mapas estão disponíveis na maioria dos locais. Informe-se das normas de visitação.

Para atravessar ou permanecer, em terras particulares, obtenha a autorização do proprietário ou administrador local. Honre todos os portões e barreiras por onde passar. Proteja as reservas naturais, biológicas e a vida selvagem respeitando as sinalizações.

- Aqui eu acrescentaria o respeito à privacidade dos moradores locais. Eles têm nos portões e cochetes, a segurança de suas chácaras e fazendas. Como regra geral, o portão, porteira ou cochete, deverá ser mantido da mesma maneira que for encontrado, seja aberto ou fechado.

4- Deixe as áreas naturais melhores do que quando as encontrou: O futuro e a qualidade das áreas naturais, de recreação, dependem de como as utilizamos hoje.

Os veículos impróprios podem, da mesma forma que as caminhadas nas trilhas, causar danos à vegetação. Evite circular em áreas críticas, especialmente as que estão sujeitas à erosão, beira de rios ou ribeirões, lagos e pastagens.

A travessia por riachos deve ser feita apenas nos locais onde houver uma estrada ou trilha que cruze o leito. Trafegar pelo leito do rio pode causar danos para a vida aquática local.

Subir morros com veículos pode ser um desafio, mas uma vez que os rastros dos pneus foram marcados, outros veículos seguirão a mesma rota e causarão danos por muito mais tempo, pois os sulcos deixados pelos pneus serão lavados pelas chuvas, que irá aprofundá-los criando uma erosão permanente.

Portanto, suba ou escale morros somente nas áreas determinadas. Quando estiver conduzindo um veículo off-road, seja sensível às necessidades de sustentação da vida selvagem local e suas reservas de alimentos.

5- Descubra as recompensas de uma recreação responsável: Desfrutar de grandes áreas naturais proporciona a oportunidade de redescobrir os valores familiares e construir tradições. Preservar com uma recreação responsável, ajuda na manutenção natural da beleza e dos atributos de nossas florestas, terras e águas, pois esta é a herança mais preciosa que você deixará às gerações futuras.



A iniciativa dos estadunidenses é muito positiva, que tal o Brasil criar uma regra similar? Cedo ou tarde isso será necessário, pois a atividade off-road cresce rapidamente no país, e uma norma de conduta terá que ser criada para evitar problemas, que já acontecem em algumas regiões, entre praticantes e proprietários de terras e órgãos de fiscalização.

Para mais informações: www.goodyear.com.br
Curso de Condução Off Road Dpaschoal & Goodyear - www.tecnica4x4.com.br

Colaboração de João Roberto de C. Gaiotto autor do livro Técnica 4x4 - Guia de Condução Fora de Estrada

Paraísos brasileiros: Deserto do Jalapão, santuário ainda preservado onde o off-road deve ser praticado com responsabilidade.

Serra Ibiapaba - Ceara / Piaui (o litígio) BR

Também conhecida como Serra Grande, Chapada da Ibiabapa e Costa da Ibiapaba, é uma região montanhosa que localiza-se nas divisas dos estados do Ceará e Piauí. Uma região atraente em riquezas naturais que já era habitadas por diversas etnias indígenas. Os povos que que viviam já negociavam diversos produtos naturais com povos europeus, tais como os franceses, antes mesmos da chegadas dos portugueses. A cidade mais antiga da serra é Viçosa do Ceará, que foi colonizada pelos jesuítas da Companhia de Jesus no século XVIII. Também encontram-se as cidades do Tianguá, Ubajara - onde existe a Gruta de Ubajara e o bondinho do Parque Nacional de Ubajara - São Benedito, Ibiapina, Croatá, Guaraciaba do Norte - neste município encontra-se a cidade de pedras -, Carnaubal e outros diversos lugarejos. É grande produtora de hortaliças e flores que são exportadas para a Europa e também são grandes produtoras de cana-de-açúcar e derivados como rapadura, mel e alfinim, entre outros, distribuindo estes produtos para toda a Região Norte do Ceará e parte do Piauí. É nesta serra que se inicia o riacho Ipuçaba, onde vai desaguar na famosa Bica do Ipu, uma queda de água de mais de 100 metros, conhecida como Véu de Noiva, na cidade de Ipu. Além dessa grandiosa queda de água, destaca-se também a Bica Pires Ferreira, no município de mesmo nome. Devido à altitude, o inverno na Serra da Ibiapaba tem temperaturas baixas em comparação com as demais regiões do Ceará, com a ocorrência de Neblina no começo da manhã, e com frequência a noite, dando à paisagem a aparência das regiões de clima frio. É comum os termômetros registrarem temperaturas que chegam perto de 15°C ou menos. Nos pontos mais elevados da serra como em São Benedito (Ceará) e Guaraciaba do Norte, o frio pode ser mais intenso e as temperaturas podem chegar perto dos 13°C. São Benedito (Ceará) 903 metros Guaraciaba do Norte 903 metros Ibiapina 878 metros Ubajara 847 metros Tianguá 775 metros Carnaubal (Ceará) 763 metros Viçosa do Ceará 740 metross Croatá 571 metros Ipu 270 metros O litígio fronteiriço entre Ceará e Piauí compreende um território de aproximadamente 25 Km2 (2.500 hectares), localizado na Serra da Ibiapaba, nos limites entre os estados brasileiros do Ceará e de Piauí. O litígio tem origem no governo colonial de Manuel Inácio de Sampaio e Pina Freire no Ceará, quando o engenheiro Silva Paulet apresentou um mapa da província que mostrava o limite oeste do litoral até a foz do Rio Igaraçu. Desta forma a localidade de Amarração, atual cidade piauiense de Luís Correia faria parte do Ceará. Durante o século XIX a localidade teve assistência da cidade cearense vizinha, Granja, até que em 1874 os parlamentares estaduais decidiram elevar a localidade a categoria de vila. Essa atitude chamou a atenção dos políticos do Piauí que reivindicaram o território. A solução para o impasse ocorreu com o Decreto Geral nº 3012, de 22nov1880, determinando que haveria uma "troca" onde o Piauí restabeleceria a totalidade de seu litoral e o Ceará incorporaria os municípios de Crateús e Independência. Desde essa época que, na fronteira do Ceará com o Piauí persistem vários pontos com indefinições de seus limites. Apesar disso, ambas as unidades da federação continuam disputando o controle do local. Segundo o deputado estadual Neto Nunes (PMDB-CE), a indefinição permanece porque "o Piauí quer uma parte de serra, fértil, bom clima, com pousadas, uma região turística do estado", enquanto o pedaço trocado pelo litoral seria de sertão. Após a Constituição de 1988, foi proposto que em 1991 seria resolvido a questão do litígio fronteiriço entre os estados, mas só em 2008 foi apresentado um acordo entre esses, com o Piauí ficando com 1.500 hectares e o Ceará com 1.000. Em outubro de 2011, no entanto, o diálogo entre o acordo entre os dois estados foi abalado pela decisão do governo do Piauí de entrar com uma ação civil ordinária no Supremo Tribunal Federal(STF), reivindicando uma área total de 2.821 Km2 que hoje pertence ao Ceará. Se o STF acatar o pedido do governo piauinense, o estado do Ceará perderia 66% do município de Poranga, 32% de Croatá, 21% de Guaraciaba, 18% de Carnaubal, 8% de Crateús e 7% de Ipaporanga. A população da área de litígio estaria sendo atendida pelos serviços oferecidos pelo governo do Cerá, como postos de saúde e escolas. Segundo o procurador-geral ajunto do Piauí, João Batista de Freitas Júnior, o governo cearense age de maneira irregular ao promover benfeitorias no território, uma vez que o território não faria parte de nenhum dos estados. Devido ao impasse, boa parte das comunidades locais são desassistidas de serviços como assistência médica e segurança pública. Segundo matéria publicada pelo jornal Diário do Nordeste, os moradores de Cocal dos Alves se deslocam até Viçosa do Ceará a fim de obterem assistência médica num posto de saúde localizado na fronteira pelo lado cearense. Segundo Sérgio Fonteles, secretário de Infraestrutura de Viçosa, "a determinação do prefeito Pedro da Silva Brito é de atender a todos, independente de Estado, mas o ônus fica com a gente e o bônus com o Piauí". Segundo ele, são cerca de 100 as famílias que se encontram nessa situação. Mapa de Ceará em 1861, sem os municípios de Crateús e Independência. www.fbcvb.com.br

New 7 Wonders of Nature (vídeo: In The Land Of The Northern Lights)


Quem gosta de aventura virtual... vote... segue o meu!
http://www.new7wonders.com

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Fernando de Noronha, Archipelago
Bora Bora, Island
Aldabra Atoll
Cocos Island, Island
Tubbataha Reef
Iguassu Falls, Waterfall
Amazon River, River/Forest





Arquipélago de Fernando de Noronha - Pernambuco, Brasil


Programar uma viagem a Fernando de Noronha pode significar a realização de um sonho para a maioria dos brasileiros. No arquipélago, tem-se a sensação de estar em uma parte do Brasil que deu certo. São 17 quilômetros quadrados, a 545 quilômetros da costa pernambucana, onde vive uma população de apenas 3400 habitantes. O turismo é desenvolvido de forma sustentável, criando a oportunidade do encontro equilibrado entre o homem e a natureza, em um dos santuários ecológicos mais importantes do mundo.



Morro do Pico



Morro Dois Irmãos

Vir a Noronha requer, no mínimo, cinco dias para usufruir dos atrativos naturais e vivenciar um pouco da história da nossa colonização. São várias opções de passeios, que atendem a todos os públicos e oferecem ao visitante a chance de ver todas as belezas das 21 ilhas, ilhotas e rochedos que compõem o arquipélago.


O Arquipélago de Fernando de Noronha, pertence ao estado de Pernambuco e fica sitado a 545 km de Recife e de Natal no estado do Rio Grande do Norte fica a 360 km. É um lugar encantador com cerca de 21 ilhas, (apenas uma que leva o nome do arquipélago é habitada) e cerca de 16 praias, que agradam todos os gostos – ideais para mergulho, para esportes a vela, para surfistas, e claro, muitas praias para as pessoas que apenas querem fazer uma caminhada e estar em contato com a natureza. Muitas delas são consideradas as mais bonitas do Brasil, destaque para a Baia do Sancho, Baia dos Porcos e do Leão. A ilha tem praias com o mar para fora e para o mar de dentro.

Fernando de Noronha é um dos principais picos de mergulho do Brasil. A melhor época para mergulhar é nos meses de agosto e de setembro, em que a água fica mais clara e a visibilidade pode chegar até 50 metros. Várias operadoras de mergulho levam os visitantes. Se você nunca mergulhou, poderá fazer batismo na ilha. Se preferir, poderá optar em fazer apenas mergulho com snorkel – geralmente os passeios de escuna têm este equipamento para mergulhar.

Para mergulhar, os preços variam de acordo com o que você procura. Um batismo pode sair na faixa de R$290, com taxas, cilindros e tudo o que irá precisar. Para quem está em busca de cursos avançados, há pacotes com vários mergulhos – com preços que chegam até a R$1.700. O mergulho em Fernando de Noronha pode ser de três até 17 metros de profundidade (para os novatos) e chegar até 63 metros de profundidade para os mergulhadores que têm nível avançado. O IBAMA pode restringir alguns pontos de mergulho. Além disso, todos que mergulham têm que pagar uma taxa de R$10 para o IBAMA. Para saber mais sobre Mergulho em Fernando de Noronha visite o site da Atlantis Divers ou da Noronha Divers que são algumas das agencias de mergulho que operam na ilha.

SURF EM NORONHA
Já para os amantes das boas ondas, é bom saber que várias praias de Fernando de Noronha são ótimas para o surf. Quem pretende curtir as ondas, dezembro e março é a época do ano em que o arquipélago tem o mar mais agitado.



Morro Air France

A noite na ilha é bem tranquila, mas alguns bares e restaurantes promovem shows. No Bar do Cachorro, você poderá dançar forró. A pizzaria Massa da Ilha também tem música ao vivo. E no Porto Marlin Sushi Bar tem música ao vivo de terça a sexta-feira.

Praias para o Mar de Dentro
Praia do Cachorro, Praia do Meio, Praia da Biboca, Praia do Bode, Praia do Americano, Praia da Quixabinha, Praia da Cacimba do Padre, Baia dos Porcos, Baia dos Golfinhos, Baia do Sancho, Ponta da Sapata, Praia da Conceição e Praia do Boldro.
Praias para o Mar de Fora
Buraco da Raquel, Baía Sueste, Praia de Atalaia, Praia do Leão, Ponta das Caracas, Enseada da Caeira, Ponta da Air France.

Buraco da Raquel
Fernando de Noronha é considerado parque nacional. A maior parte da ilha – 70% – é parque. Além da ilha principal, existem as ilhas menores que fazem parte do parque que contém aproximadamente 11 mil hectares. Você verá praias muito bem preservadas. Em algumas, é proibido entrar no mar usando protetor solar. De janeiro a julho é época da desova das tartarugas marinhas e várias praias ficam interditadas. É o caso da praia do Sancho, por exemplo, que é uma das belas do arquipélago. Outra proibição é nadar na região onde há golfinhos. O Parque Nacional fica aberto das 8h às 18h. Você pode obter mais informações no Centro de visitantes do Projeto Tamar.

Forte Nossa Senhora dos Remédios
Na ilha, você poderá optar em pegar táxi, andar de ônibus (esta é a maneira mais econômica), alugar moto ou buggy (o modo mais cômodo). É bom saber que o preço da gasolina é alto por lá e o posto de combustível fecha à noite. O preço do aluguel de buggy, em média, é R$150 (a diária). Já de moto, sai por R$100 (a diária). O acesso é livre para caminhar pelas trilhas da área de preservação ambiental. Se o visitante pretende conhecer as trilhas do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, é preciso contratar um condutor habilitado e ter também uma autorização do IBAMA para percorrê-las. Algumas trilhas exigem algum preparo físico para serem percorridas. O bom é fazê-las com calma e aproveitar cada parada para contemplar a natureza.

Vila Nossa Senhora dos Remédios

Bela Vista de Puta Que Pariu... só em Minas! (vídeo: Ancient Aliens - Estruturas Inexplicáveis)

Fica na cidade de Bela Vista de Minas... Perto de Joao Monlevade - MG

Bela Vista, uma cidadezinha cercada de mato no interior de Minas Gerais, claro, no Brasil, é uma grande surpresa. Um dos bairros tem o nome de Puta que Pariu...!

Acredite se quiser!

O município de Bela Vista de Minas foi criado pela Lei nº 2764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrando do município de Nova Era (New Era City), declarando naquele momento, às margens do Córrego da Onça a Independência de Bela Vista de Minas.

A cidade é dividida em 7 bairros, Bela Vista de Cima, Lages, Serrinha, Córrego Fundo, Favela, Puta que Pariu e Boca das Cobras (A Europa de Bela Vista).

NR.: Imagina se o bairro se converte em distrito e depois independência e cidadania... as chapas dos automóveis com o nome da cidade...



Hotel Maksoud Plaza











O Hotel Maksoud Plaza, um dos mais sofisticados da capital paulistana, está oferecendo um espetáculo teatral que revive a história musical do seu Teatro Maksoud Plaza, desde os seus primórdios.

Por ali passaram Frank Sinatra, Alberta Hunter, Billy Eckstine, Michel Legrand, Júlio Iglesias, Elis Regina, e muitos outros.

É uma edição multimídia entremeada com boas apresentações ao vivo, num espetáculo de duas horas que não cansam. Teatro para 420 pessoas. Sextas e Sábados às 21h.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Rio Piracicaba - São Paulo



Hoje conheceremos um pouco da história de um dos mais queridos e importantes rios brasileiros: o “RIO PIRACICABA”, localizado numa das regiões mais desenvolvidas do Estado de São Paulo...



A Bacia do Rio Piracicaba, com 12.000 km², tem suas nascentes na região de Sapucaí Mirim, sul de Minas Gerais, formadoras do Rio Jaguari. Aqui vemos o encontro de duas delas, do Bairro Juncal e da Fazenda Klabin, no Bairro Boa Vista, com águas cristalinas...



O Rio Jaguari vai crescendo à medida que recebe as águas dos seus micro afluentes. Ao chegar em Americana-SP, junta-se ao Rio Atibaia e dessa junção surge, então, o Rio Piracicaba...



Encontro das águas dos Rios Jaguari e Atibaia. Aqui começa o leito, propriamente dito, do Rio Piracicaba...



Primeiros metros após o encontro das águas. Desse ponto ele percorre 250 km até sua foz no Rio Tietê, entre as cidades de Santa Maria da Serra e Barra Bonita e que agora vamos juntos conhecer esse percurso...



O Ribeirão do Quilombo é seu primeiro afluente e, também, um dos menores. Ele nasce na cidade de Campinas, passa por Sumaré e Americana, até desaguar no Rio Piracicaba...



Inspirador de poetas e cancioneiros, o rio é cantado em verso e prosa. Suas águas emanam uma paz reconfortante por onde passam...



Por caminhos sinuosos, ele continua sua trajetória banhando, agora, as cidades de Americana e Santa Bárbara D’Oeste...



E, finalmente, ele chega em Piracicaba, cidade que lhe inspirou o nome, num dos seus mais belos trechos. Aqui ele forma uma grande e belíssima cachoeira. “Piracicaba” tem origem na língua tupi e significa “lugar onde o peixe pára”...



A vegetação em suas margens é de rara beleza, especialmente na época das floradas...



As amoreiras ocupam suas margens pelo lado do Engenho Central, embelezando e servindo de alimento às diversas espécies de passarinhos que aqui procriam...



No Parque do Mirante tem-se um visual deslumbrante da cachoeira. É muito agradável a caminhada pelo seu interior sentindo a bruma produzida pela queda d’água...



Da Passarela Pênsil, que interliga a Avenida Beira Rio ao Engenho Central, pode-se ter uma bela panorâmica da cachoeira e do trecho navegável...



O Rio Piracicaba atravessa uma das regiões mais antigas de ocupação do Estado de São Paulo e está firmemente cravado na cultura da cidade de Piracicaba, que cresceu ao longo de suas margens...



A partir desse ponto ele é todo navegável por pequenos barcos até a sua foz...



Um simples olhar ouvindo o murmúrio de suas águas que passam lentamente, com os pintassilgos e os bem-te-vis a cantar ao nosso redor, é extremamente relaxante...



No passado, o Rio Piracicaba desempenhou importante papel na colonização e abastecimento de engenhos e fazendas de café e cana-de-açúcar por toda região...



Localizado na margem esquerda do rio, o Parque da Rua do Porto se destaca como um complexo de lazer muito visitado por moradores e turistas...



E é justamente nesse parque que se concentram muitos restaurantes, na famosa “Rua do Porto”, oferecendo deliciosos peixes grelhados...



Diversas festas populares são realizadas às suas margens. A figura do pescador caipira ainda resiste e a música caipira típica da nossa região imortalizou o rio nessa melodia “Rio de Lágrimas”...



No Brasil, poucas cidades têm o cuidado e amor pelo seu rio como em Piracicaba. Grupos voluntários, apoiados pelo Corpo de Bombeiros, promovem, periodicamente, os “arrastões ecológicos” com objetivo de recolher todo e qualquer tipo de detrito em suas margens, fazendo uma verdadeira faxina no rio...



E, como num toque de mágica, as nuvens parecem descer do céu para tocar suas águas, formando, em certos dias de inverno, uma cortina branca sobre seu leito...



Chega a noite e ele revela sua outra face, refletindo o clarão da lua e as luzes da cidade sobre suas águas...



É hora, então, da tradicional “Noite de Seresta”, que acontece em suas margens, num clima de romantismo, nostalgia e saudade, resgatando através dos chorinhos e canções de amor, fortes emoções entre o grande público presente...



Piracicaba adormece sob o lindo luar e o murmúrio de sua cachoeira, enquanto o rio, silencioso, continua seu curso...



Antes de deixar Piracicaba, ele recebe seu maior afluente: o Rio Corumbataí, que nasce em Analândia, percorre 95 km passando por Corumbataí, Cordeirópolis e Rio Claro, até aqui quando deságua no Rio Piracicaba...



O rio deixa Piracicaba para trás e segue em direção ao Rio Tietê. Aqui podemos ver trecho dele em sua passagem pelo Distrito de Ártemis...



Mais adiante, no Bairro Tanquã, em São Pedro, ele começa sentir os efeitos do acúmulo de águas formado pela barragem de Barra Bonita...



Ao longo do rio poderão ser vistos muitos portos de extração de areia destinada à construção civil, como este aqui no Bairro Tanquã, em São Pedro...



Chegamos em Santa Maria da Serra, onde contemplamos a bela ponte que liga a cidade a São Manuel...



Este é o nosso rio, o querido Rio Piracicaba próximo de sua foz, enfeitando a paisagem, trazendo vida e riqueza às cidades por onde passa...



A barragem de Barra Bonita o torna volumoso e ainda mais bonito nesse trecho. Condomínios se formam em suas margens...



Exemplo disso é o Condomínio Ondas Grandes, habitado por pessoas que têm como paixão a pescaria e os esportes náuticos...



Outros condomínios, como o Três Rios, compõem as margens nesse trecho da barragem...



Suas águas calmas permitem os românticos passeios de barcos à vela, deslizando ao sabor dos ventos e apreciando a beleza da paisagem que nos rodeia...



Antes mesmo da foz já podemos encontrar “chatas”, esses barcos para transporte de cargas que operam por aqui...



O Rio Piracicaba recebe, então, as águas do seu último afluente já bem próximo de chegar ao Tietê: o Rio Turvo...



Aí está ele, o Rio Tietê, que com toda sua exuberância, junta-se ao Rio Piracicaba, seu maior afluente em volume de água...



Este é o marco zero, o encontro das águas, duas paixões e dois corações unidos para seguirem uma só trajetória...



Juntos, o Rio Piracicaba e o Rio Tietê seguem agora em direção ao Rio Paraná, no município de Três Lagoas, e dele, ao Rio Iguaçu...



O Rio Piracicaba precisa da conscientização dos municípios que compõem sua bacia hidrográfica, de forma a preservá-lo grandioso e limpo...

O Rio Piracicaba é formado pela junção de dois outros rios: o Jaguari e o Atibaia, que no município de Americana-SP, se encontram e dessa junção surge, então, o Rio Piracicaba.

Lendário e histórico, o Rio Piracicaba atravessa uma das regiões de ocupação mais antigas e atualmente mais desenvolvidas do estado.

Por volta de 1960, o governo paulista decidiu reforçar o abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo e construiu diversas represas nas nascentes da bacia hidrográfica do Piracicaba, formando assim o Sistema Cantareira, maior responsável pelo abastecimento de água de São Paulo que capta e desvia águas dos formadores do Rio Piracicaba, reduzindo assim o nível de água do rio e de seus afluentes.

Há uma grande movimentação dos municípios que compõem toda a bacia, no sentido de fazer a reversão das águas e devolver ao Rio Piracicaba todo o volume desviado para a Grande São Paulo, com vistas a atender a crescente demanda no interior do estado.

A navegação é outra reinvidicação antiga de prefeituras, entidades e cidadãos que habitam essa região. Para ser implementada, ela depende da construção de uma barragem próxima a foz do rio, em Santa Maria da Serra, que tornaria o rio navegável até as proximidades da cidade de Piracicaba e interligaria a região de Campinas à Hidrovia Tietê-Paraná, porém o projeto ainda não possui previsão de efetivação.

Essa hidrovia possibilitaria o escoamento, por via fluvial, de todo álcool produzido na maioria das cidades às suas margens, entre outros produtos industriais.

Aproveito para enviar meus agradecimentos ao Sr. José Carlos da Silva, secretário de turismo de Sapucaí Mirim-MG, pela colaboração prestada, e também aos amigos Francisco Carlos Dallavilla, de Piracicaba, que gentilmente ofereceu e nos possibilitou fazer a navegação em todo o trecho da foz do Rio Piracicaba e Nancy Tereza Horschutz, de Americana-SP, que se incumbiu da revisão ortográfica.

As músicas que fazem fundo nesta apresentação são:
- Rio de Lágrimas - autoria Tião Carreiro, Piraci, Lourival Santos, cantada por Sérgio Reis
- Piracicaba - autoria de Newton de Mello, interpretada por Nestor da Viola

Edison Piazza - Piracicaba / e-mail: contato@viajandopelomundo.com
www.viajandopelomundo.com / 29.05.2008

JcSHOW

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