sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Maestro Marcus Viana (Pantanal) e Pirenópolis/GO - Brasil


Autoria: Marcus Viana (1990)

São como veias, serpentes os rios que trançam
O coração do Brasil
Levando a água da vida, do fundo da terra,
Ao coração do Brasil

Gente que entende e fala a língua das plantas dos bichos
Gente que sabe o caminho das águas, das terras do céu
Velho mistério guardado no seio das matas sem fim
Tesouro perdido de nós ,distante do bem e do mal

Filhos do Pantanal!

Lendas de raças,cidades perdidas na selva,
No coração do Brasil
Contam os índios de deuses que descem do espaço,
No coração do Brasil

Redescobrindo as Américas quinhentos anos depois
Lutar com unhas e dentes pra termos direito a um depois
Vem do milênio o resgate da vida do sonho e do bem
A terra é tão verde, azul

Os filhos dos filhos dos filhos dos nossos filhos, verão!

O PANTANAL, é parte integrante do Estado de Mato Grosso do Sul no mapa do Brasil. Colocamos nomes em alguns estados e em outros que fazem divisa com o Estado de Mato Grosso do Sul para orientação. A área na cor verde bem claro é o PANTANAL! O Pantanal está localizado no extremo Oeste de Mato Grosso do Sul. Para se chegar ao Pantanal, a partir de Campo Grande, utiliza-se a BR-262, a principal rodovia do Mato Grosso do Sul. São 138 km até Aquidauana e 205 km até Miranda.

O compositor, violinista e maestro Marcus Viana, mineiro de Belo Horizonte, nasceu em 3/8/1953, em família de músicos: seu pai foi maestro e trabalhou como revisor das obras de Villa Lobos. Marcus iniciou seus estudos de violino aos 13 anos e na adolescência residiu na Pensilvânia, Estados Unidos, onde participou como violinista da Orquestra Sinfônica de Harvertown e produziu suas primeiras composições.

Pelo seu imenso talento, Marcus é convidado a escrever trilhas sonoras para diversas novelas e minisséries de televisão. Sua composição "Flecha" é escolhida para integrar a trilha sonora da novela "Que rei sou eu ?" da TV Globo e com isso desperta atenção do diretor de televisão Jayme Monjardim que o convida a compor o tango "Passional" para a novela "Kananga do Japão" e em seguida toda a trilha sonora da novela "Pantanal" da TV Manchete, além da música de abertura e do tema de amor do casal principal da novela. Com o sucesso de "Pantanal" os trabalhos de Jayme Monjardim são musicados por Marcus: as minisséries "Canto de Sereias", "Filhos do Sol" e a novela "Ana Raio e Zé Trovão".

Marcus Viana também musicou trabalhos de Walter Avancini como a novela "Xica da Silva" na TV Manchete, e Nilton Travesso em "Serras Azuis" e "Meu pé de laranja lima" na TV Bandeirantes. Posteriormente Marcus Viana musicou a minissérie "Chiquinha Gonzaga", quando pode fazer uma extensa pesquisa sobre a música brasileira de 1845 a 1935, principalmente sobre a obra da famosa compositora carioca.

Em sequência Marcus compõe a trilha sonora da novela "Terra Nostra", lançada no CD "Speranza" e da minissérie "Aquarela do Brasil", ambas da TV Globo e sob direção de Jayme Monjardim. Em 2003 Marcus assina a trilha sonora da minissérie "A casa das sete mulheres" da TV Globo e dirigida por Jayme Monjardim. Em 2004, Marcus inicia-se no cinema com a direção musical do filme "Olga", grande sucesso nacional e internacional, contando o drama de Olga Benário, mulher de Luis Carlos Prestes, também com direção de Jayme Monjardim. Marcus Viana é um dos músicos brasileiros mais conceituados e respeitados pela crítica e público. Dárcio Fragoso



Pirenópolis é um município histórico, sendo um dos primeiros do estado de Goiás. Foi fundado com o nome de Minas de Nossa Senhora do Rosário Meia Ponte pelo português minerador Manoel Rodrigues Tomar (alguns historiadores denominaram-o como Manoel Rodrigues Tomás). As minas da região foram descobertas pelo bandeirante Amaro Leite, porém foram entregues aos portugueses por Urbano do Couto Menezes, companheiro de Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera Filho, na primeira metade do século XVIII. Segundo a tradição local, o arraial foi fundado em 7out1727, porém não há documentos comprobatórios e muitos historiadores e cronistas antigos afirmam ser a fundação em 1731.

Foi importante centro urbano dos século XVIII e XIX, com mineração de ouro, comércio e agricultura, em especial a produção de algodão para exportação no século XIX. Ainda no século XIX, com o nome de cidade de Meia Ponte, destacou-se como o berço da música goiana, graça ao surgimento de grandes maestros, bem como berço da imprensa em Goiás, já que ali nasceu o primeiro jornal do Centro Oeste, denominado Matutina Meiapontense. Em 1890, mudou seu nome para Pirenópolis, o município dos Pireneus, nome dado à serra que a circunda. Ficou isolada durante grande parte do século XX e redescoberta da década de 1970, com a vinda da capital Brasília para o Centro Oeste. Hoje, é famosa pelo turismo e pela produção do quartzito, a Pedra de Pirenópolis.

Pyrenópolis (ortografia arcaica), posteriormente Pirenópolis, significa "a Cidade dos Pireneus". Seu nome provém da serra que circunda a cidade que é a Serra dos Pireneus. Segundo a tradição local, a serra recebeu este nome por haver na região imigrantes espanhóis, provavelmente catalães. Por saudosismo ou por encontrar alguma semelhança com os Pirenéus da Europa, cadeia de montanhas situada entre a Espanha e a França, deram então a esta serra o nome de Pirenéus, mas mais tarde, devido à pronúncia da língua portuguesa no Brasil, surgiu a grafia sem acento.

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