terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Findhorn Bay Caravan Park - Escócia

Anos 60/70 – século 20. O mundo inteiro cientificava-se a respeito de que fatos surpreendentes estavam acontecendo num local denominado – The Findhorn Bay Caravan Park. Lembro-me de que a mídia internacional acenava com a possibilidade, até, da erradicação da FOME no planeta Terra, em decorrência dos fatos que estavam acontecendo naquele local, originalmente um local de solo arenoso e encascalhado onde só medrava o torgo e a giesta-das-vassouras, pois tratava-se de um descampado carente da proteção de árvores que o protegesse da varredura de ventos inóspitos e freqüentes.

O camping estava situado entre um depósito de lixo e uma garagem dilapidada. O “Plano Piloto de um Projeto Pioneiro de Cooperação entre o Homem e a Natureza” O Início do “Conto de Fadas”. A transformação quase que súbita deste cenário desalentador num Jardim/horta e pomar luxuriantes a “toque de caixa”, foi realizada após escolha esta que foi orientada por uma VOZ INTERIOR que se manifestava durante as meditações diárias realizadas por Eileen Caddy, uma dona de casa. Esta voz se apresentou à Eileen como sendo – DEUS: “Uma Energia Radiante e Penetrante, Origem da Vida”. As mensagens veiculadas por esta voz prometiam que uma série de conquistas inacreditáveis poderiam ser obtidas em qualquer lugar do globo terrestre, produzindo até a erradicação da FOME a nível mundial como principal benefício, se fossem seguidas as regras que seriam providenciadas para nortear a transformação rápida e radical dos locais a serem beneficiados, a exemplo do que estava sucedendo em Findhorn, primeiramente, um local desolado que estava sendo transformado num Oásis paradisíaco.

Iniciado em 1962, o parque é um sítio de 30 hectares que foi outrora um parque de caravanas (parte dela ainda é!), Mas agora é o centro de uma ecovila crescendo e comunidade espiritual. Park é um trabalho em andamento, como a cada ano mais caravanas são substituídas por alternativas ecologicamente corretos, a partir de yurts, a eco-móveis casas, a situação dos projetos de arte, como a habitação de fardos de palha. Há aproximadamente 300 moradores que vivem no Parque, com capacidade para 100 pessoas mais visitam a qualquer momento. O ambiente reflete a experimentação, inovação, beleza e praticidade, e parece tão diversas como a população que nele habita. Existem 90 estruturas ecológicas, incluindo casas, espaços de oficinas, The Living Máquina centro de tratamento de esgoto e turbinas geradoras de eletricidade do vento. O Parque também dispõe de jardins, o Salão Universal centro de artes e é o lar de uma variedade de negócios holísticos. Ele está maravilhosamente situado numa península com Findhorn Bay de um lado e as dunas e o litoral de Moray Firth, por outro lado, e da aldeia de Findhorn na sua ponta. A comunidade do Parque é uma experiência em curso na vida consciente. A comunidade é palco de inúmeros workshops Fundação Findhorn e eventos, proporcionando um ambiente único para a aprendizagem experiencial. www.findhorn.org Fundação Findhorn Parque IV36 3TZ + +44 (0) 1309 690311 Este curta-metragem é parte de "The Journey", um projeto de documentário exclusivo que mergulha ambiental, sócio-cultura e questões econômicas, com uma mente questionadora. O foco do projeto é encontrar e filmar idéias inspiradoras e projetos ao longo de um amplo espectro de pessoas e culturas, enquanto a examinar a nossa capacidade de reformar o nosso. ideais, e nosso estilo de vida, a fim de fazer mudanças positivas para o nosso planeta e a raça humana. Os jornaleiros (uma pessoa que viaja a fim de ganhar experiência, habilidades e conhecimentos) ir em busca dessas histórias - equipado apenas com equipamentos de filmagem mínima e objetos pessoais, documentam suas experiências como eles viajam para comunidades globais para observar, questionar e aprender. É um processo orgânico que cresce, evolui e leva sua própria direção. Sem rota planejada nem destino, os jornaleiros acredito que eles vão se conectar com as pessoas certas e os lugares no momento certo para auxílio filme, e orientá-los sobre. O projeto está atualmente filmando e viajando através do Reino Unido. Como o projeto percorre curtas-metragens são carregadas que podem ser vistas neste site. É a meta de longo prazo que este projecto vai viajar internacionalmente para criar um filme de longa-metragem que será lançado, para ser visto gratuitamente. Os projetos visa beneficiar as pessoas, projetos e comunidades de partilha de conhecimentos, oferecendo soluções e conectar as pessoas através de filme. É a esperança deste projeto vai tocar e inspirar as pessoas, transmitindo a beleza na natureza humana e do nosso mundo e de ressonância que é realmente possível, quando se trata de nossa capacidade de mudar o mundo para melhor. Findhorn provou que mutações como as que sofreu, não eram utopias criadas por três pessoas alucinadas e/ou fanáticas. A pequena comunidade inicialmente formada pelos pioneiros deste fantástico Projeto Ecológico, Peter e Eileen Caddy, seus três filhos adolescentes e a amiga Dorothy Maclean eram pessoas inteiramente lúcidas. Enfrentaram um trabalho árduo, muito AMOR a ser distribuído sobre as plantas que ali plantaram na terra mãe, confiança nas guias recebidas em meditação e um desprendimento total de todo o conforto. A mídia internacional, entusiasticamente, mostrou ao mundo cético e materialista o sucesso espetacular de Fidnhorn conseguido num curto espaço de tempo, através de filmes, documentários e fotos. A mídia assim procedendo fornecia o devido crédito às notícias fantásticas e aos sucessos fabulosos, no pleno sentido desta palavra, obtidos em Findhorn sob a orientação de seres saídos de um verdadeiro “Conto de Fadas” moderno acontecido num século que foi votado ao materialismo o mais radical.

Lembro-me de uma foto da Rainha Elizabeth II da Inglaterra, sorrindo diante de uma abóbora gigantesca, um dos recordes das colheitas de Findhorn. O noticiário ilustrado pela foto da Rainha informava outros recordes: dois repolhos roxos. O primeiro, pesando 14,65 kg e o segundo, 16 kg. Um brócolis imenso, de tais proporções que sustentou a família Caddy e Dorothy Maclena por alguns meses. Sua Majestade Elizabeth II condecorou Eileen Caddy com o título “DAME” MBA (member) da Excellent Order of the British Empire – estabelecida pelo Rei George V aos 04jun1917. Eileen Caddy recebeu a condecoração das mãos do Lord –Liutenant of Morey – Air- Vice Marchal George Chesworth. As novas imagens do homem não surgiram através de regras estabelecidas por leis derivadas de pesquisas. Todas as culturas surgiram a partir das explosões provocadas pelos mitos criados nas mentes dos profetas, dos místicos, dos cientistas visionários, dos artistas e dos loucos, embora estivessem presentes também nos sonhos de Descartes, Alfred Russel Wallace e Niels Bhor ou nas visões de Buda, Jesus e Maomé. A cultura nasce numa profundeza, a uma profundidade tal, que nenhuma ciência comportamental pode ou poderia tocá-la e a partir deste toque continuar permanecendo comportamental ainda. William Irwin Thompson.

A Mensagem de Findhorn
A exemplo de uma árvore frondosa, de grande porte, Findhorn cresceu e expandiu-se em vários e diversos ramos culturais sem deixar lá atrás no seu passado, o seu destino original: - Centro Orgânico de Cooperação entre o homem e a natureza – . O modelo cunhado em Findhorn era para ser e deveria ter sido seguido. Infelizmente isto não aconteceu! Se o “Plano Piloto” de Findhorn apresentado à humanidade por uma – “Energia Penetrante e Radiante – Origem da Vida” tivesse sido compreendido e imitado em toda a sua extensão e sutilezas importantíssimas, não estaríamos angustiados, agora, à mercê de um futuro tétrico (que já nos bate à porta) apavorados diante das perspectivas com as quais nos acenam Al Gore e alguns ambientalistas! Nós nos tornamos no principal e mais desalmado algoz e predador do nosso LAR, o Planeta Terra. Um predador tão ignorante e selvagem que não percebeu até hoje a UNIDADE existente na vida. A importância do “Jardim de Findhorn”, como todas as áreas envolvidas no seu “Projeto Piloto” para a humanidade, se basearam na demonstração cabal dos processos que envolvem a natureza orgânica da consciência, sempre sintonizada na “Unidade de toda Vida”. Findhorn cita a “Hipótese Gaia” de J. Lovelock e da bióloga Lynn Margulis, como sendo uma prova importante da unidade da vida. O planeta Terra é um sistema orgânico em crescimento – um SER VIVO – com o qual participamos o dom da vida em estreita união. “Estamos ligados a todos os elementos do Planeta Terra. Estamos ligados ao biosistema, ecologia e energias psíquicas do mundo natural terrestre.
Bibliografia de toda esta série – “The Findhorn Garden Pioneering a New Visiono if Man and Nature in Cooperation” – O depoimento dos três pioneiros de Findhorn. Tradução dos depoimentos contidos no livro base e redação desta série: Vera Filizzola.

No meu primeiro depoimento – PAN – fiz menção a uma árvore, um Pau d’Arco centenário pelo qual me enamorei e apelidei muito secretamente, “Meu Guardião”. Durante muitos anos ninguém soube o título com o qual batizei este Pau d”Arco, em certos casos a gente tem que ser discreta...
O Meu Guardião escutou os meus queixumes, abraçada a ele e enxugou com a sua casca rugosa as lágrimas do meu rosto encostado no seu tronco vigoroso, quando perdi o meu menino de recém-feitos vinte anos, praticamente da noite para o dia, levado por um câncer de velocidade vertiginosa! O Meu Guardião recebeu também as minhas explosões de alegria e de agradecimento em ocasiões jubilosas, todas as minhas amarguras e grandes alegrias. Aprendi a manter diálogos mentais e orais com ele a receber, em “insights”, as suas respostas... vindas lá do fundo do meu coração. Segundo a filosofia do Jñana Yoga, o coração é a sede material do Atman – o nosso Eu Superior, a nossa verdadeira identidade e, acrescento eu, o ponto onde entramos em unidade com o Uno, a energia radiante e penetrante, origem da vida universal. O Eu Superior, Atman, Espírito... é o nosso portal de comunicação e de integração com o TODO. Durante uns dezenove anos, mais ou menos, Meu Guardião e eu nos comunicamos assim, através deste portal e nunca mencionei estas comunicações com ninguém, mas, volta e meia, aconteciam coisas interessantes. Por exemplo: um pintor residente na cidade de Sete lagoas presenteou-nos com o quadro que ilustra este texto: senhores, eu lhes apresento “o Meu Guardião”!

O pintor ao escolher o Pau d’Arco para colocá-lo em evidência no seu quadro, ignorou os dois jequitibás que estão montando guarda, lado a lado do “Guardião” e as outras árvores que ladeiam a estradinha no rumo da minha casa, a mesma estradinha onde Pan galopou no pesadelo do meu caçula, conforme narrei no texto - Pan.

O Guardião se revela
No final dos anos 90, hospedou-se na minha casa o famoso ufólogo americano Bob Pratt, sua grande amiga e colaboradora Cynthia, também americana e residente no Brasil e o Tom, cinegrafista americano quem acompanhava Bob Pratt documentando as suas pesquisas feitas na minha região, considerada como perfazendo o grande “Quadrilátero Quente” da ufologia em MG, juntamente com Pedro Peopoldo, Baldim, São Vicente, Vargem Grande, nas faldas da Serra do Cipó.
Estava fazendo a minha caminhada diária quando algo, no tronco poderoso do Meu Guardião, chamou-me a atenção: Cheguei bem perto da árvore para pesquisar o desenho inusitado. Assim como as letras formam as palavras que traduzem as nossas idéias, as manchas acinzentadas espalhadas no tronco do Pau d’Arco haviam se juntado na frente da árvore formando, nitidamente, um desenho semelhante àquelas “portas” das casinhas que desenhamos na infância. A figura no tronco subia desde o solo até o local de distribuição dos galhos e descia, novamente, encostando-se no solo.
Intrigada, perguntei à Cynthia e ao Tom o que aquela imagem podia significar
. Os dois americanos se dedicavam também, ao estudo de pinturas rupestres e algo me dizia que o tal desenho na árvore continha uma mensagem dirigida para mim. Cynthia e Tom caminharam comigo até bem perto da árvore e a moça estacou diante dela me dizendo, com o jeito de quem ficou aborrecida comigo, por eu ter lhe proporcionado aquela canseira em vão, por uma tutameia:
“Ah Vera, não me digno nem a responder o que este desenho significa! É tão comum, tão corriqueiro, que vou até pedir ao Tom que lhe diga o que ele significa, eu me nego a faze-lo”!
E o Tom, meio assustado, com a precisão do desenho respondeu: “O Guardião”!

Documentário exibido pela TVE espanhola, que aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos sobre o mundo atual: Eduardo Galeano e Jean Ziegler. Pode se dizer que há algo de profético em seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa, como a Espanha. A Ordem Criminal do Mundo, o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo. O poder se concentrando cada vez mais nas mãos de poucos, os direitos das pessoas cada vez mais restritos. As corporações controlando os governos de quase todo o planeta, dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses. Hoje 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo.
Durma-se com um escândalo desses!

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