terça-feira, 17 de junho de 2008

Floresta Amazônica

A Floresta Amazônica é a floresta equatorial que forma a maior parte da Amazônia. É uma das três grandes florestas tropicais do mundo. A hiléia amazônica (como a definiu Alexander von Humboldt) possui a aparência, vista de cima, de uma camada contínua de copas, situadas a aproximadamente 50 metros do solo.

A maioria de seus sete milhões de km² é constituída por floresta que nunca é alagada, em uma planície de 130 a 200 metros de altitude, formada por sedimentos do lago Belterra, que ocupou a bacia Amazônica entre 1,8 milhão e 25 mil anos atrás. Ao tempo em que os Andes se erguiam, os rios cavaram seu leito, o que originaria os três tipos de floresta da Amazônia. As duas últimas formam a Amazônia brasileira:
Florestas montanhosas andinas / de terra firme / fluviais alagadas
No Pleistoceno o clima da Amazônia variou entre frio-seco, quente-úmido e quente-seco. Na última fase frio-seca, há cerca de 18 ou 12 mil anos, o clima da Amazônia era semi-árido, e o máximo de umidade ocorreu há sete mil anos. Na fase semi-árida predominaram as formaçòes vegetais abertas, como cerrado e caatinga, com "refúgios" onde sobrevivia a floresta. Atualmente o cerrado sobrevivem em refúgios dentro da mata. O solo amazônico é bastante pobre, contendo apenas uma fina camada de nutrientes. Apesar disso, a flora e fauna mantêm-se, em virtude do estado de equilíbrio (clímax) atingido pelo ecossistema. O aproveitamento de recursos é ótimo, havendo mínimo de perdas. Um exemplo claro disso está na distribuição acentuada de micorrizas pelo solo, que garantem às raízes uma absorção rápida dos nutrientes que escorrem a partir da floresta, com as chuvas.

Também forma-se no solo uma camada de decomposição de folhas, galhos e animais mortos, que rapidamente são convertidos em nutrientes e aproveitados antes da lixiviação. Abaixo de uma camada inferior, a um metro, o solo passa a ser arenoso e com poucos nutrientes. Por isso e por conta da disponibilidade quase ilimitada de água, as raízes das árvores são curtas, e o processo de sustentação é feito também com base na escora das árvores umas nas outras. A dificuldade para a entrada de luz pela abundância de copas, faz com que a vegetação rasteira seja muito escassa na Amazônia, bem como os animais que habitam o solo e precisam dessa vegetação rasteira. A maior parte da fauna amazônica é composta de animais que habitam as copas das árvores, entre 30 e 50 metros. Não existem animais de grande porte, como nas savanas. Entre as aves da copa estão os papagaios, tucanos e pica-paus. Entre os mamíferos estão os morcegos, roedores, macacos e marsupiais.

A fauna e flora amazônicas foram descritas no impressionante Flora Brasiliensis (40 volumes), de Carl von Martius, naturalista austríaco que dedicou boa parte de sua vida à pesquisa da Amazônia, no século XIX. A diversidade de espécies, porém, e a dificuldade de acesso às altas copas, faz com que grande parte da fauna ainda seja desconhecida. Os grandes rios separam as espécies de mamíferos e aves. As matas alagadas estão localizadas nas proximidades dos rios, e têm características diferentes da mata de terra firme. O clima na floresta Amazônica é equatorial, pois fica bem perto da linha do equador e ela é contínua com a Mata Atlântica. Hoje em dia a Amazônia vem sendo devastada para a plantação de soja e dar lugar a pastos.

A extensão total aproximada da Floresta Amazônica é de 5,5 milhões de km², sobrepondo-se à área da bacia hidrográfica amazônica com 7 milhões de km² (incluindo a bacia dos rios Araguaia e Tocantins). A floresta amazônica distribui-se mais ou menos da seguinte forma, dentro e fora do território nacional: 60% no Brasil, e o restante (40%) pela Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Estes 60% correspondentes ao Brasil constituem a chamada Amazônia Legal, abrangendo os Estados do Amazonas, Amapá, Mato Grosso, oeste do Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Além destas "divisões", a floresta amazônica ainda engloba 38% (1,9 milhões de km²) de florestas densas; 36% (1,8 milhões de km²) de florestas não densas; 14% (700 mil km²) de vegetação aberta, como cerrados e campos naturais, sendo 12% da área ocupada por vegetação secundária e atividades agrícolas.

Há predomínio de temperaturas médias anuais entre 22 e 28ºC. Há uniformidade térmica e, normalmente, não se percebe a presença de variações estacionais no decorrer do ano. O total de chuvas varia de 1.400 a 3.500 mm por ano. O clima é distribuído de maneira a caracterizar duas épocas distintas: a seca e a chuvosa. O clima é equatorial úmido e sub-úmido, controlado pela ação dos alísios e baixas pressões equatoriais (doldrums) e pela ZCIT - Zona de Convergência Intertropical. Na Amazônia Ocidental, o clima sofre a interferência da massa equatorial continental (mEc); na Amazônia Oriental, região do médio e baixo Amazonas e litoral, o clima sofre interferência da massa equatorial marítima (mEm) e da ZCIT. A massa polar atlântica (mPa) atua no interior da Amazônia, percorrendo o território nacional no sentido S - NW através da depressão do Paraguai, canalizando o ar frio e provocando queda da temperatura. O fenômeno é conhecido como "friagem". Predomina o clima equatorial, com pluviosidade média anual de 2.500 mm e temperatura média anual de 24 ºC.

Os rios amazônicos diferem quanto à qualidade de suas águas e sua geomorfologia. Os principais rios, baseando-se na coloração de suas águas são:
•De água preta: Negro
•De água clara: Tapajós
•De água barrenta: Solimões e Amazonas
Os rios de água preta apresentam esta coloração devido à presença de ácidos húmicos e fúlvicos resultantes da decomposição incompleta do húmus do solo. Já os rios de água clara têm suas cabeceiras nos escudos cristalinos pré-cambrianos. Drenam solos muito intemperizados e suas águas não são tão ácidas; a carga de material em suspensão é pequena tornando suas águas claras. Os rios barrentos originam-se em regiões montanhosas (Cordilheira dos Andes) carregando elevadas quantidades de material em suspensão, garantindo uma coloração amarronzada.

Rios que fazem parte da hidrografia da Amazônia:
Rio Araguaia
Com 2.627 km de extensão, o Araguaia nasce na divisa dos Estados do Mato Grosso e Tocantins e deságua na margem esquerda do Tocantins. Na época da estiagem, aparecem inúmeras praias. O rio oferece também uma grande variedade de peixes.
Rio Nhamundá
O Nhamundá divide os estados do Pará e Amazonas, tem um leito arenoso e águas claras. No curso superior possui várias cachoeiras e na confluência com o rio Paracatu atinge uma largura tão expressiva que forma um lago com 40 km de comprimento e 4 km de largura.
Rio Negro
Tem águas muito escuras devido à decomposição da matéria orgânica vegetal que cobre o solo das florestas e é carregada pelas inundações. Quando o Solimões encontra o Rio Negro, passa a chamar-se de Amazonas.
Rio Solimões
O rio fica bicolor quando há o encontro dos Rios Negro e Solimões; as águas com cores contrastantes percorrem vários quilômetros sem se misturar.
Rio Tapajós
As águas do Tapajós, devido às diferenças de composição, densidade e temperatura, não se misturam com às do Rio Amazonas. Tem 1.992 km de extensão, nasce nas divisas dos Estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso.
Rio Tocantins
Nasce no Estado de Tocantins, na serra dos Pirineus e deságua no Oceano Atlântico, formando o estuário do rio Pará.
Rio Trombetas
Nasce na fronteira do Brasil com a Guiana e tem 750 km de extensão. Quando se encontra com o Paraná de Sapucuá, ganha o nome de baixo Trombetas e chega a atingir 1.800 m de largura. Seu leito divide-se em várias ilhas estreitas e compridas.
Rio Xingu
Tem 1.980 km de extensão, mas é navegável em apenas 900 km. Tem um curso sinuoso e várias cachoeiras, algumas com mais de 50 m.
Rio Amazonas
Nasce no norte da Cordilheira dos Andes peruano; sua altitude na nascente é de 5,3 mil metros com aproximadamente 1.100 afluentes.

O volume de água do rio Amazonas é tão grande que sua foz, ao contrário dos outros rios,consegue empurrar a água do mar por muitos quilômetros. O oceano atlântico só consegue reverter isso durante a lua nova quando, finalmente, vence a resistência do rio. O choque entre as águas provoca ondas que podem alcançar até 5m de altura, avançando rio adentro. Este choque das águas tem uma força tão grande que é capaz de derrubar árvores e modificar o leito do rio. É no Rio Amazonas que acontece um curioso fenômeno da natureza, a pororoca. No dialeto indígena do baixo Amazonas, o fenômeno da pororoca tem o seu significado exato: Poroc-poroc significa destruidor. Embora a pororoca aconteça todos os dias, o período de maior intensidade no Brasil acontece entre janeiro e maio e não é um fenômeno exclusivo do Amazonas. Acontece nos estuários rasos de todos rios que desembocam no golfo amazônico e no rio Araguari, no litoral do Estado do Amapá.
Verifica-se também nos rios Sena e Ganges. Geologicamente, limita-se ao norte e ao sul com os escudos cristalinos brasileiros e das guianas, respectivamente; ao longo da borda oeste, com a Cordilheira dos Andes. Entre as feições antigas existentes, encontra-se uma depressão preenchida por uma cobertura sedimentar de caráter fluvial e lacustre. Ao norte e ao sul da calha do médio e baixo rio Amazonas, os escudos cristalinos e os sedimentos terciários. Todas estas e outras formações geológicas datam de milhões de anos. Ainda falando nos períodos antecessores ao nosso, quando o nível do mar esteve baixo, o rio Amazonas, juntamente, com seus afluentes, alargou e escavou vales; quando o nível do mar estava alto, estes vales foram aterrados com sedimentos originários da região andina, formando as várzeas.

O relevo amazônico não apresenta altitudes acima de 200 metros, porém, nesta região (fronteira do Brasil com a Venezuela) localiza-se o ponto culminante do País, o Pico da Neblina, com 3.014 metros, mais precisamente na Serra do Imeri. Baseando ainda na estrutura geológica acima descrita, surgem as principais unidades de relevo amazônicas: Formadas por sedimentos recentes, pouco acima do nível das águas, periodicamente inundadas, e terraços pleistocênicos, um pouco mais antigos, formados em períodos nos quais o nível dos rios esteve alguns metros acima do nível atual.
Planalto Amazônico
Com altitudes máximas de 200m, formado por sedimentos terciários argilo-arenosos; a unidade geomorfológica intensamente compartimentada pela rede de drenagem de igarapés e rios autóctones, podendo apresentar diversos níveis de terraços e topografia bastante acidentada.
Escudos Cristalinos
Situam-se ao norte e ao sul da bacia sedimentar, muito pediplanados e nivelados com esta, de tal modo que o contato é apenas marcado pela zona das cachoeiras dos afluentes do rio Amazonas; altitudes caracteristicamente acima de 200m.

Devido às precipitações e as temperaturas elevadas, o solo sofre alterações em seu material de origem (minerais) e lixiviação em suas bases, tornado-se profundos e bem drenados, apresentando coloração vermelha ou amarela, pouco férteis e ácidos. Caracteriza-se, então como:

•Oxissolo (latossolo) - excelente textura granular, baixíssima fertilidade natural, propriedade uniforme em sua profundidade, ocupando 45% da área.

•Ultissolo (pdzólico vermelho-amarelo) - horizonte de acumulação de argila, propriedade física menos favorável para agronomia e baixa fertilidade natural, ocupando 30% da Amazônia.

Aproximadamente 6% da área são ocupados por solos férteis bem drenados; 2% por solos de espessos horizontes de areias quartzosas e solos aluviais, alguns muito férteis. A grande biodiversidade é característica reconhecida das florestas úmidas da Amazônia; abrange espécies biológicas, ecossistemas, populações de espécies diversas e uma grande diversidade genética. Como exemplo, pode-se citar o fato de serem conhecidas 2.500 espécies de árvores na Amazônia.

Em uma análise por satélite da Amazônia, foram identificados 104 sistemas de paisagens, o que revela uma alta diversidade e complexidade de ecossistemas. A biodiversidade torna-se cada vez mais valorizada como fonte potencial de informações genéticas, químicas, ecológicas, microbiológicas, etc. A diversidade de árvores na Amazônia varia entre 40 e 300 espécies diferentes por hectare. Das 250.000 espécies de plantas superiores da terra, 170.000 (68%) vivem exclusivamente nos trópicos, sendo 90.000 na América do Sul. A Amazônia possui 3.650.000 km² de florestas contínuas.

Florestas de Igapó: ocorrem em solos que permanecem alagados durante cerca de seis meses, em áreas próximas aos rios. As árvores podem atingir até 40 metros de altura e raramente perdem as folhas - geralmente largas para captar a maior quantidade possível de luz solar. Nas águas aparecem as folhas da vitória-régia - que chegam a ter 4 metros de diâmetro. Ocorrem associadas aos rios de água branca.

Florestas de Várzea: as árvores são de grande porte (até 40 metros de altura) e apresentam características semelhantes ao igapó - embora a várzea apresente maior número de espécies. Ocorrem associadas aos rios de água preta.

Florestas de Terra Firme: apresentam grande porte, variando entre 30 e 60 metros; o dossel é contínuo e bastante fechado, tornando o interior da mata bastante úmido e escuro. Esta formação está presente nas terras altas da Amazônia e mescla-se com outros tipos de associações locais, como os campos e os cerrados amazônicos.

Campinaranas ou Caatingas do Rio Negro:caracterizadas pela presença de árvores mais baixas, com troncos finos e espaçados. Situadas sobre areias brancas, lavadas e pobres do rio Negro.

Fauna

A principal explicação para grande variedade na Amazônia é a teoria do refúgio. Nos últimos 100.000 anos, o planeta sofreu vários períodos de glaciação, em que as florestas enfrentaram fases de seca ferozes. Desta forma as matas expandiram-se e depois reduziram-se. Nos períodos de seca prolongados, cada núcleo de floresta ficava isolada do outro.

Os invertebrados constituem mais de 95% das espécies dos animais existentes e distribuem-se entre 20 a 30 filos. Na Amazônia, estes animais diversificaram-se de forma explosiva, sendo a copa de árvores das florestas tropicais e o centro da sua maior diversificação.

A pesar de dominar a Floresta Amazônica em termos de números de espécies, números de indivíduos e biomassa animal e da sua importância para o bom funcionamento dos ecossistemas, por meio de sua atuação como polinizadores, agentes de dispersão de sementes, "guarda-costas", de algumas plantas e agentes de controle biológico natural de pragas, e para o bem-estar humano, os invertebrados ainda não receberam prioridade na elaboração de projetos de conservação biológica e raramente são considerados como elementos importantes da biodiversidade a ser preservada.

Mais de 70% das espécies amazônicas ainda não possuem nomes científicos e, considerando o ritmo atual de trabalhos de levantamento e taxonomia, tal situação permanecerá. Então os grupos animais dessas áreas isoladas passaram por processos de diferenciação genética, muitas vezes se transformando em espécies ou subespécies diferentes das originais e das que ficaram em outros refúgios.

A riqueza da biodiversidade de animais cresce a cada dia com as novas descobertas, mas está ameaçada pela caça, pela degradação e devastação das florestas e de seus vários ecossitemas. Ainda há muitos animais e plantas ainda não catalogados. Na Amazônia só se conhece 30% das espécies do reino animal. Um total de 163 registros de espécies de anfíbios foi encontrado para a Amazônia Brasileira. Esta cifra equivale a aproximadamente 4% das 4.000 espécies que se pressupõem existir no mundo e 27% das 600 estimadas para o Brasil. O número total de espécies de répteis no mundo é estimado em 6.000, sendo 465 espécies identificadas no Brasil. Das 550 espécies de répteis registrados na bacia Amazônica 62% são endêmicos. Existem, na Amzônia, 14 espécies de tartarugas de água doce e duas espécies de tartarugas terrestres, sendo cinco endêmicas e uma ameaçada. Há ainda, três espécies de tartarugas marinhas que aninham em ilhas e praias ao longo da costa de estados da Amazônia, mas que não são consideradas como parte da fauna da região. Quanto aos lagartos, existem pelo menos 89 espécies na região, distribuídas em nove famílias, das quais entre 26 e 29% ocorrem também ocorrem fora desta região. A distribuição, a abundância das populações de serpentes são bem menos conhecidos do que dos outros grupos de répteis na Amazônia, e os estudos existentes não permitem tecer recomendações seguras para a conservação.

As aves constituem um dos grupos mais bem estudados entre os vertebrados, com o número de espécies estimado em 9.700 no mundo, sendo que, deste total, 1.677 estão representadas no Brasil. Na Amazônia, há cerca de 1.000 raras, considerando as que ocorrem em apenas uma das três grandes divisões da região (do rio Negro ao Atlântico; do rio Madeira ou rio Tapajós até o Maranhão; e o restante ocidental, incluindo rio Negro e rio Madeira ou do rio Tapajós às fronteiras ocidentais do País).

O número total de espécies de mamíferos existentes no mundo é estimada em 4.650, com 502 representantes no Brasil. Na Amazônia, são registradas anualmente 311 espécies, sendo 22 de marsupiais, 11 edentados, 124 morcegos, 57 primatas, 16 carnívoros, dois cetáceos, cinco ungulados, um sirênio, 72 roedores e um lagomorfo. Esses números, entretanto, devem ser considerados apenas como aproximados, pois certamente serão modificados na medida em que revisões taxonômicas forem realizadas e novas áreas sejam amostradas.

Parque Nacional da Montanhas do Tumucumaque / Reserva Biológica do Abufari / Parque Nacional da Amazônia

Nesse vídeo é contada a historia fantástica da descoberta e tentativa de investigar misteriosas formações no meio da Amazônia brasileira que seriam Pirâmides como as do Egito. É uma historia complexa e controversa, porem cheia de indícios que indica que existe uma conspiração para manter os achados ocultos. Quem está por trás da grande conspiração que chegou a matar varias pessoas? Por que não querem que os segredos sejam revelados? Seriam os conspiracionistas apenas agentes do governo humano, ou são agentes, digamos 'especiais', tais como os homens de preto dos EUA?

A Amazônia atualmente é fortemente monitorada pelo projeto Sivam, o exercito brasileiro parece empenhado em ocultar as verdades sobre Óvnis [vide Operação Prato], os óvnis sempre foram presença constante no território brasileiro, principalmente na Amazônia, não muito longe dali existe as famosas linhas de Nazca no Peru, onde, especulam alguns, parece ter funcionado um aeroporto de Ufos. Tudo isso pode estar ligado, pois o conjunto das evidencias pinta um quadro muito claro, a America do Sul por ser um continente bem distante dos outros, de difícil acesso a todas as outras civilizações humanas do passado pode ter sido usado como "base" para operações de extraterrestres que por alguma razão tem "negócios" aqui nesse planeta. Essas pirâmides misteriosas podem ser indícios da presença dessas bases no passado, que agora estão desativadas.

1 – Qual influência pode ter o turismo na preservação da floresta amazônica?
A Amazônia, como floresta tropical, apresenta-se como um ecossistema extremamente complexo e delicado. Todos os elementos (clima, solo, fauna e flora) estão tão estreitamente relacionados que não se pode considerar nenhum deles como principal. Durante muito tempo, atribuiu-se à Amazônia o papel de “pulmão do mundo”. Hoje, sabe-se que a quantidade de oxigênio que a floresta produz durante o dia, pelo processo da fotossíntese, é consumida à noite. Mas, devido às alterações climáticas que causa no planeta, a Floresta Amazônica vem sendo chamada como “o condicionador de ar do mundo”. A importância da Amazônia para a humanidade não reside apenas no papel que desempenha para o equilíbrio ecológico mundial. A região é o berço de inúmeros povos indígenas e constitui-se numa riquíssima fonte de matéria-prima (alimentares, florestais, medicinais, energéticas e minerais).
2 – Qual a importância da floresta nas questões de políticas externas?
Dificuldades técnicas entre os produtores familiares estão entre os fatores que inibem a expansão da produção de alimentos orgânicos no Brasil, avalia o coordenador de Geração de Renda e Agregação de Valor da SAF - Secretaria de Agricultura Familiar do MDA - Ministério do Desenvolvimento Agrário, Arnoldo Campos. Ele explica que a atividade demanda alta tecnologia, além de controles biológicos e de adubos com processos diferenciados de produção. “Essas tecnologias não estão disponíveis de forma massiva em todas as regiões do país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde agricultores têm pouco acesso à tecnologia”. Campos destaca, também, a demora para que o produtor seja certificado, já que se exige uma descontaminação do solo, processo que, muitas vezes, leva um a dois anos. A queda de renda durante o período de transição do sistema convencional para o sistema de orgânicos acaba desestimulando o produtor. Atualmente, 20 mil famílias de agricultores familiares, reunidas em cooperativas e associações, produzem alimentos orgânicos no país com certificação, principalmente no Sul e Sudeste, embora já existam alguns pequenos grupos nas demais regiões iniciando essa plantação. As agroindústrias se encarregam da processamento e da comercialização. Outras famílias trabalham com sistemas de produção ecológicos que ainda não são certificados.
O coordenador afirma que o número ainda é pequeno.“Para você ter uma idéia, nós temos quatro milhões de famílias de agricultores no meio rural brasileiro, e pouco mais de 20 mil estão certificadas como produtores orgânicos”. Campos considera a produção de orgânicos uma atividade promissora para a agricultura familiar, porque ela envolve menor possibilidade de mecanização e demanda mais mão-de-obra em pequenas áreas. “Para nós, essa é uma atividade que dialoga com várias questões que a sociedade e o mercado colocam. Do lado do mercado, é um dos segmentos que mais crescem”, aponta. A taxa de crescimento apurada pelo MDA varia entre 15% a 20% por ano no comércio de produtos orgânicos no Brasil. Daí Arnoldo Campos considerar que essa é uma “excelente oportunidade” de geração de renda e de valorização dos produtos da agricultura familiar. Ele ressalta que há, de outro lado, uma cobrança cada vez maior da sociedade para que se produzam alimentos saudáveis. Campos destaca, ainda, que o sistema de produção de orgânicos contribui para a sustentabilidade ambiental. (Alana Gandra/ Agência Brasil)
3- Aponte as questões de conflitos na região amazônica?
Os habitantes da amazônia, desde o início da colonização em 1500 até os presentes dias, dedicaram-se a atividades extrativistas e mercantilistas, inserindo entre 1840 e 1910 o monopólio da borracha. Todo esse processo de colonização gerou mudanças como a redução da população indígena, redução de algumas espécies de animais e plantas e outras consequências.
Vários personagens surgiram da miscigenação de povos que trabalharam nas terras amazônicas como os caboclos, os ribeirinhos, os seringueiros e os balateiros, que até hoje residem no local.
Após a Segunda Guerra Mundial, a Amazônia passou a integrar o processo de desenvolvimento nacional. A criação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Inpa (1952), a implantação das agências de desenvolvimento regional como a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia – Sudam (1966) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa (1967) passaram a contribuir na execução de projetos voltados para a região. Destacam-se:
a) o Projeto Jari;
b) os projetos agropecuários incentivados pela Sudam;
c) a colonização ao longo da Transamazônica e da Rodovia Cuiabá-Porto Velho;
d) do aproveitamento hidrelétrico de Tucuruí e Balbina;
e) Programa Grande Carajás;
f) exploração de petróleo na Bacia do rio Urucu.

Convém lembrar que, independentemente do porte do projeto executado, certamente produzirão algum impacto ambiental. Estes impactos irão provocar destruição à floresta, porém, a floresta amazônica não está sendo destruída somente por este motivo. Para os agentes econômicos atuantes na área, mais interessa o uso alternativo do solo do que as riquezas naturais da floresta.

Busca-se apenas o interesse econômico dos recursos renováveis e não renováveis, não se leva em conta, por exemplo, o grande potencial hidrelétrico da região; os recursos minerais, por sua vez, são amplamente explorados. A biomassa e a produtividade bruta primária vêm despertando interesses. Trata-se de recursos naturais que geram riquezas e propiciam o desenvolvimento sócio-econômico da região. Em contrapartida, a agricultura continua sendo um desafio. Questiona-se, então, uma alternativa para a floresta que está em pé e a exploração consciente das riquezas distribuídas em aproximadamente 90% do território amazônico. As reservas extrativistas constituem-se em uma alternativa interessante para a região, pois estimulam a utilização dos recursos naturais renováveis, conciliando o desenvolvimento social e a conservação. Estas reservas, que são protegidas pelo poder público, destinam-se à auto-sustentação e, como já dito, à conservação dos recursos naturais renováveis. Trabalham nas reservas populações tradicionalmente extrativistas, regulados por contratos de concessão real de uso. Segundo o Censo de 1980, 304.023 famílias se ocupavam com a produção extrativista vegetal e animal. Considerando-se 5 pessoas por família, aproximadamente 1.520.115 pessoas sobreviviam na época do extrativismo. O extrativismo, em particular da borracha, não pode ser visto somente do ponto de vista econômico, já que este sistema desempenha funções sociais. Gera empregos e renda, além da função ambiental, não degradando áreas extensas e possibilitando a fiscalização feita pelos próprios seringueiros. Além destes exemplos, a madeira, a castanha e outros produtos não madeireiros podem ser trabalhados neste sistema, propiciando melhores condições de vida à população local.
4 – Que importância tem as nações indígenas na preservação da floresta?
A Amazônia está situada em sua porção centro-norte; é cortada pela linha equatorial e, portanto, compreendida em área de baixas latitudes. Ocupa cerca de 2/5 do continente e mais da metade do Brasil. Inclui 9 países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela). A Amazônia brasileira compreende 3.581 Km2, o que equivale a 42,07% do país. A chamada Amazônia Legal é maior ainda, cobrindo 60% do território em um total de cinco milhões de Km2. Ela abrange os estados do Amazonas, Acre, Amapá, oeste do Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Roraima e Tocantins. O clima é do tipo equatorial, quente e úmido, com a temperatura variando pouco durante o ano, em torno de 26ºC. É muito comum na região, os períodos de chuva provocados em grande parte pelo vapor d'água trazido do leste pelos ventos. A grande bacia fluvial do Amazonas possui 1/5 da disponibilidade mundial de água doce e é recoberta pela maior floresta equatorial do mundo, correspondendo a 1/3 das reservas florestais. Apesar de ser o maior estado brasileiro (Amazonas), possui a menor densidade demográfica humana, com menos de 10% da população do país, 7.652.500 habitantes. O transporte fluvial é ainda o mais importante, mas começa a ser complementado pelas rodovias federais, como a Transamazônica, a Belém - Brasília e a Manaus - Porto Velho. O aeroporto de Manaus tornou-se um dos principais do país em volume de carga embarcada, sendo utilizado para o escoamento da produção das indústrias eletrônicas da Zona Franca, estabelecida em 1967como área livre de importação e exportação.

Nessa área, as mercadorias procedentes do exterior não pagam impostos de importação, quando se destinam ao consumo local, às indústrias da região, ou à reestocagem para reexportação. A economia é dominada pelo extrativismo vegetal, exercido sobre uma flora com enorme variedade de espécies. Além da seringueira e do caucho, de onde se extrai a borracha, são coletadas a castanha-do-pará, vários tipos de madeira, gomas, guaraná, babaçu, malva e muitas outras. O extrativismo mineral começa a assumir maior importância, já que a região possui inúmeros recursos, até hoje pouco explorados: ouro no Pará, no Amazonas, em Roraima e no Amapá; ferro no Pará (serra dos Carajás), no Amapá e no Amazonas; sal-gema no Amazonas e no Pará; manganês no Amapá (serra do Navio), no Pará e no Amazonas; bauxita no Pará (Oriximiná, no rio Trombetas, e em Tucuruí), além de calcário, cassiterita, linhita, gipsita, cobre, estanho, chumbo, caulim, diamante e níquel. Na agricultura, as principais lavouras são as de juta, pimenta-do-reino, arroz, milho, cacau e mandioca. A criação de gado bovino concentra-se na região de Marajó, nos arredores de Porto Velho (Roraima), no Amapá e no norte dos Estados de Tocantins e Mato Grosso. A pesca do pirarucu e de outros peixes serve ao consumo local. Várias hidrelétricas, como as de Tucuruí, no rio Tocantins, no Estado do Pará, e a de Balbina, no Estado do Amazonas, próxima de Manaus, foram construídas. A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies conhecidas de flora e fauna. Hoje, a área total vítima do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milhões por ano. Com esse processo, diversas espécies, muitas delas nem sequer identificadas pelo homem, desapareceram da Amazônia. Sobretudo a partir de 1988, desencadeou-se uma discussão internacional a respeito do papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera e das conseqüências da devastação que, segundo os especialistas, pode inclusive alterar o clima da Terra.

Povos primitivos

A Amazônia é um dos poucos redutos do planeta onde ainda vivem povos humanos primitivos, dezenas de tribos que espalham-se em territórios dentro da mata, mantendo seus próprios costumes, linguagens e culturas, inalterados por milhares de anos. Antropólogos acreditam que ainda existam povos primitivos desconhecidos, vivendo nas regiões mais inóspitas e inacessíveis.

As características do clima e do solo da região amazônica, pouco propícias à conservação de materiais, não deixaram muitos vestígios sobre a vida dos povos pré-colombianos. Mas o patrimônio arqueológico é precioso, com registros que chegam a 10.000 a.C. A riqueza da cerâmica, com suas pinturas elaboradas, demonstra que muitos desses povos atingiram um estágio avançado de organização social, sempre guiados por uma forte relação com a natureza.

As origens do folclore da região amazônica se perdem no tempo, mas as raízes negras, indígenas e africanas continuam presentes e são encontradas em diversas manifestações culturais, mostrando influência de todos esses povos, transformada em rituais próprios e característicos da região. Na dança, na música como o carimbó, marabaixo e o boi-bumbá.

Tribos Indígenas: Arara, Bororo, Gavião, Katukina, Kayapó, Kulína, Marubo, Sateré - Mawé, Tenharim, Tikuna, Tukâno, Wai-Wai, Yanomami.

A Amazônia possui grande importância para a estabilidade ambiental do Planeta. Nela estão fixadas mais de uma centena de trilhões de toneladas de carbono. Sua massa vegetal libera algo em torno de sete trilhões de toneladas de água anualmente para a atmosfera, via evapotranspiração, e seus rios descarregam cerca de 20% de toda a água doce que é despejada nos oceanos pelos rios existentes no globo terrestre. Além de sua reconhecida riqueza natural, a Amazônia abriga expressivo conjunto de povos indgenas e populações tradicionais que incluem seringueiros, castanheiros, ribeirinhos, babaçueiras, entre outros, que lhe conferem destaque em termos de diversidade cultural. Este patrimônio socioambiental brasileiro chega ao ano de 2002 com suas características originais relativamente bem preservadas. Atualmente, na Amazônia, ainda é possível a existência de pelo menos 50 grupos de indígenas arredios e sem contato regular com o mundo exterior.

A bacia amazônica é um dos locais mais chuvosos do planeta, com índices pluviométricos anuais de mais de 2.000 mm por ano, podendo atingir 10.000 mm em algumas regiões. Durante os meses de chuva, a partir de dezembro, as águas sobem em média 10 metros, podendo atingir 18 metros em algumas áreas. Isso significa que durante metade do tempo, grande parte da planície amazônica fica submersa, caracterizando a maior área de floresta inundada do planeta, cobrindo uma área de 700.000 Km2.

Rio Amazonas

Em 1541, o espanhol Francisco de Orellana e seus homens navegavam no rio Napo (que desemboca em outro rio maior), a leste dos Andes. Passaram-se meses, e era incontável o número de afluentes que engrossavam as águas do imenso rio. A certa altura, a embarcação é atacada por um grupo de indígenas, que disparam flechas envenenadas. Orellana dá ordem para seus homens desviarem o barco, afastando-o do alcance dos índios. Após safar-se do perigo, Orellana, impressionado com o aspecto dos indígenas, que acredita serem mulheres, lembra-se das Amazonas - as guerreiras da mitologia grega - e batiza o rio que passa a se chamar rio das Amazonas. O rio Amazonas começa no Peru, na confluência dos rios Ucayali e Maranõn. Entra no Brasil com o nome de Solimões e passa a chamar-se Amazonas quando recebe as águas do rio Negro, no interior do Estado do Amazonas. No período das chuvas, os rio chega a crescer 16 metros acima de seu nível normal e inunda vastas extensões da planície, arrastando consigo terras e trechos da floresta. Sua largura média é de 12 quilômetros, atingindo freqüentemente mais de 60 quilômetros durante a época de cheia. As áreas alagadas influenciadas pela rede hídrica do Amazonas, formam uma bacia de inundação muito maior que muitos países da Europa juntos. Apenas a ilha do Marajó, na foz do Amazonas, é maior que a Suíça. O rio Amazonas conta com mais de 1.000 afluentes e é o maior e mais largo rio do mundo e o principal responsável pelo desenvolvimento da floresta Amazônica.

O volume de suas águas representa 20% de toda a água presente nos rios do planeta. Têm extensão de 6.400 quilômetros, vazão de 190.000 metros cúbicos por segundo (16 vezes maior que a do rio Nilo). Na foz, onde deságua no mar, a sua largura é de 320 quilômetros. A profundidade média é de 30 a 40 metros. O rio Amazonas disputa com o Nilo o título de maior rio do mundo, mas é imbatível em volume d'água. Recebe cerca de 200.00 Km2 água por segundo e, em alguns pontos, o rio é tão largo que não dá para ver a outra margem. Na foz do rio Amazonas, quando a maré sobe, ocorrem choques de águas, elevando vagalhões que podem ocasionar naufrágios e são ouvidos a quilômetros de distância, é a pororoca. O volume de água do rio Amazonas é tão grande que sua foz, ao contrário dos outros rios, consegue empurrar a água do mar por muitos quilômetros. O oceano atlântico só consegue reverter isso durante a lua nova quando, finalmente, vence a resistência do rio. O choque entre as águas provoca ondas que podem alcançar até 5m e avança rio adentro. Este choque das águas tem uma força tão grande que é capaz de derrubar árvores e modificar o leito do rio. No dialeto indígena do baixo Amazonas o fenômeno da pororoca tem o seu significado exato, poroc-poroc, que significa destruidor. Embora a pororoca aconteça todos os dias, o período de maior intensidade no Brasil acontece entre janeiro e maio e não é um fenômeno exclusivo do Amazonas. Acontece nos estuários rasos de todos rios que desembocam no golfo amazônico e no rio Araguari, no litoral do Estado do Amapá, e também nos rios Sena e Ganges.

Rio Negro - Suas águas são mesmo muito escuras. Isso acontece por causa da decomposição da matéria orgânica vegetal que cobre o solo das florestas e é carregada pela inundações. Como a água é muito ácida e pobre em nutrientes, é este processo que garante a maior parte dos alimentos consumidos pela fauna aquática.

Rio Solimões - Quando o rio Solimões se encontra com o Negro (ganhando o nome de rio Amazonas), ele fica bicolor. Isso acontece por que as águas, com cores contrastantes, percorrem vários quilômetros sem se misturar.

5- Aponte as possíveis soluções para as questões de conflito na região amazônica?
Se houver um trabalho forte de prevenção no estado de Rondônia, é possível conter o avanço da malária previsto com a construção das usinas hidrelétricas no Rio Madeira, que estão em análise de viabilidade ambiental. Essa é a avaliação do coordenador geral do Programa Nacional de Controle da Malária, José Lázaro de Brito Ladislau. Segundo ele, o risco de expansão da doença na região das usinas é preocupante, mas o governo já estuda alternativas para controlar a situação. “O Ministério da Saúde já formou um grupo de especialistas para fazer um estudo profundo da situação não só do numero de casos de malária, mas do potencial de receptividade da doença na região”, informa. Ele diz que o objetivo é que, ao invés de levar um aspecto negativo para a região, o empreendimento possibilite até a redução do número de casos da doença no estado. De acordo com o coordenador, apesar da redução do número de casos verificada nos últimos anos, Rondônia é o segundo estado do país com maior registro de malária, ficando atrás apenas do Amazonas. Segundo ele, os casos verificados em Rondônia representam 20% do que é registrado em todo o país. Ano passado, foram constatados mais de 100 mil casos da doença no estado.

Ladislau explica que, desde 1999, a responsabilidade pelo trabalho de executar as ações de controle da Malária, anteriormente a cargo da Funasa - Fundação Nacional de Saúde, cabe aos municípios, com apoio dos estados e recursos do governo federal. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Funasa, dependendo da situação em cada local, as instituições governamentais podem trabalhar conjuntamente na intensificação das ações de prevenção, combate e controle. Para o coordenador, a descentralização das ações foi positiva para o combate à doença. Segundo ele, o número de laboratórios para diagnóstico da malária nos nove estados da Amazônia Legal passou de 1.185, em 1999, para 3.185 em 2006. “Considero que o processo de descentralização foi extremamente positivo, porque a população está próxima do gestor, que é o secretário de saúde, o prefeito municipal, para cobrar. Isso faz com que as ações tenham esse controle social mais efetivo”, avalia José Lázaro de Brito Ladislau.

Em entrevista publicada pela Radiobrás, o governador de Rondônia, Ivo Cassol, defendeu que a Funasa reassumisse o combate ao problema. Segundo ele, a maioria dos municípios “ou não tem carro, ou não tem estrutura, ou não tem condições de fazer o trabalho”.

O pesquisador Mauro Shugiro Tada, do Centro de Pesquisas em Medicina Tropical de Rondônia, também diz que a prevenção será fundamental para que não haja uma explosão de malária no estado e, especialmente na região onde devem ser construídas as usinas, onde a doença já é considerada endêmica. Mas, segundo ele, se houver estudo e planejamento adequados, é possível evitar o avanço da doença em Rondônia, após o início das obras.

Jirau e Santo Antônio, as duas usinas que o governo federal quer construir no rio, somam 6.450 megawatts – aproximadamente metade da potência de Itaipu, a usina mais potente do país, e 8% da demanda nacional, segundo cálculo do governo. A obra depende da concessão de licença prévia pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Pelo projeto, as represas alagarão área proporcionalmente pequena e não controlarão a vazão do Madeira. (Sabrina Craide/ Agência Brasil)

HILEIA AMAZÔNICA
EXTENSÃO: 6,5 MILHÕES KM2
MAIOR FLORESTA TROPICAL DO PLANETA TERRITÓRIO BRASILEIRO ➫ 3,5 MILHÕES Km2
40% TERRITÓRIO BRASILEIRO
MAIOR BIODIVERSIDADE – 20% DAS ESPÉCIES VIVAS DO PLANETA
RELEVO
SUL – PLANALTO CENTRAL
NORTE – PLANALTO DAS GUIANAS
CENTRO – PLANÍCIE SEDIMENTAR AMAZÔNICA
NA PLANÍCIE SEDIMENTAR AMAZÔNICA DESTACAM-SE: VARZEAS E TERRAS FIRMES

SOLO
ÁCIDO E ARENOSO
BAIXOS ÍNDICES DE NUTRIENTES – POBRE
VARZEAS – ÁREAS AGRICULTÁVEIS

SISTEMA HÍDRICO
O MAIS IMPORTANTE DO MUNDO – 1/5 DA ÁGUA DOCE LÍQUIDA DO PLANETA
RIO AMAZÔNAS – 6.500 Km DE EXTENSÃO – 100 Km LARGURA
GELEIRAS DO YARUPA – PERU

BIODIVERSIDADE
20 MIL – VEGETAIS SUPERIORES
1400 – ESPÉCIES DE PEIXES
300 – ESPÉCIES DE MAMÍFEROS
1300 – ESPÉCIES DE PÁSSAROS

EM 1 HECTARE DE FLORESTA HÁ MAIS ESPÉCIES VEGETAIS DO QUE EM TODO O TERRITÓRIO EUROPEU
FLORA, DESTAQUE:
COPAÍBA - OLÉO – SUBST. DO DÍESEL
BABAÇU – OLÉO VEGETAL E BIOGÁS
CURARE – ANESTÉSICO
QUININO – MEDICAMENTO
SORVA – ESPESSANTE
GUARANÁ
SERÍGUEIRO
MOGNO E CEREJEIRA
CUPUAÇU

AS ESPÉCIES QUE VIVEM NA AMAZÔNA ESTÃO PERFEITAMENTE AJUSTADAS ÀS CARACTERÍSTAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS, DE MODO A FORMAR UM CONJUNTO EQUILIBRADO DINAMICAMENTE.

AS MUTAÇÕES SÃO IMPORTANTES, SOB O PONTO DE VISTA EVOLUTIVO, PORQUE PROPORCIONAM O APROVEITAMENTO DE NOVAS ALTERNATIVAS DE SOBREVIVÊNCIA DAS ESPÉCIES.

A CULTURA SURGE DO CONFRONTO DAS PECULIARIDADES DE UM ECOSSISTEMA, ATRAVÉS DA SELEÇÃO NATURAL.

NA AMAZÔNIA, ESSAS PECULIARIDADES NÃO SE ALTERARAM NOS ÚLTIMOS MILÊNIOS, POIS NÃO HOUVE NECESSIDADE DE AJUSTES RECENTES.

RECURSOS NATURAIS
FERRO – 18 BILHÕES/TON – CARAJÁS
ALUMÍNIO – 4 BI/TON – TROMBETAS, PARAGOMINAS E ALMEIRIM
MANGANÊS – 80 BI/TON – CARAJÁS E SERRA DO NAVIO
COBRE – 10 BI/TON – CARAJÁS
OURO – 250 TON – TAPAJÓS
ESTANHO – 400 MIL/TON
NÍQUEL- 90 MIL/TON

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