quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Porto Venere (5 terras) - Itália / Alessandro Teixeira - Apex Brasil


Portovenere é uma comuna italiana da região da Ligúria, província da Spezia, com cerca de 4.041 habitantes. Estende-se por uma área de 7 km², tendo uma densidade populacional de 577 hab/km². Faz fronteira com La Spezia.


Primeira parte do video sobre o passeio de barco de Viareggio a Monterosso al Mare, uma das 5 Terre e Portovenere. Infelizmente, ano passado Monterosso foi atingida pelas consequências de uma forte tempestade e foi tomada pela lama. O ponto de partida do barco é os molhes de Viaregggio, de onde se pode ver as montanhas brancas do mármore de Carrara. A única desvantagem do barco é que para em várias praias para pegar passageiros, mas a vista compensa.

Uma pequena cidade no ponto sudoeste do Golfo de La Spezia, na Itália. Conserva um castelo do século 12 e a igreja gótica de San Pietro. Bela vista de Cinque Terre e do Golfo de La Spezia. Perto está a ilha de Tino.

Não basta apenas levar os produtos brasileiros para novos mercados, é preciso que a nossa marca seja conhecida lá fora. É com esse pensamento que o atual presidente da Agência de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira, assumiu a nova pasta. Vindo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Teixeira pretende marcar sua administração pelas ações de marketing, atuando nos mercados prioritários. Para atrair investimentos, ele explicou que a linha de ação será a busca dos setores estratégicos como o de máquinas e equipamentos, eletroeletrônica, etanol, entre outros.

A proposta é unir a promoção comercial e a atração de investimentos no Brasil. Perguntado se a Apex irá criar novos Centros de Distribuição, Teixeira respondeu que irá melhorar o serviço das já existentes. A agência trabalha com 130 Projetos Setoriais que apóiam aproximadamente 5.300 empresas. "Mas há ainda empresas que não integram os projetos e participam de feiras, missões ou temporadas que organizamos no exterior", disse. O orçamento para este ano é de aproximadamente R$ 200 milhões. Alessandro Teixeira é economista, graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre em Economia na América Latina (USP) e doutor em Competitividade Tecnológica e Industrial, com ênfase em Comércio Exterior pela Universidade de Sussex, Inglaterra. Quando presidiu a ABDI, coordenou a Política Industrial e de Comércio Exterior do Governo Lula.
NetMarinha - Quais os principais desafios para realizar as atividades de promoção comercial?
Teixeira - Diria que há alguns importantes desafios. Conhecer o mercado-alvo em detalhe e posicionar o Brasil como um parceiro comercial, com capacidade de produção e entrega, seria dois pontos importantes. Logicamente que há ainda um longo caminho a percorrer para tornar o Brasil conhecido, não apenas pelo seu futebol ou samba, mas pela qualidade de seus produtos e serviços.
NetMarinha - Na gestão de Juan Quirós, a Apex criou Centros de Distribuição de produtos nacionais nos Estados Unidos, Portugal, Alemanha, Polônia e Emirados Árabes. Outros três, em Xangai, Johannesburgo e Panamá, estão sendo concluídos. A agência vai criar novos centros na sua gestão?
Alessandro Teixeira - Hoje, os Centros de Distribuição são importantes para os empresários brasileiros que buscam um ponto de apoio no exterior. No entanto, a nossa idéia é fortalecer outras ações de apoio. E os Centros de Distribuição integram a estratégia de internacionalização das empresas brasileiras. Para isso, vamos tornar os CDs mais operacionais. Isso significa aproveitar melhor e mais intensamente esta estrutura para a promoção de eventos, bem como implantar um planejamento de marketing para atuar nos mercados prioritários e preparar melhor os setores e empresas brasileiras para fixar suas marcas, produtos e serviços no mercado internacional.
NetMarinha - Qual será a estratégia da agência para atrair mais investimentos para o território nacional?
Teixeira - Em dezembro de 2004 a Apex-Brasil implantou sua Unidade de Investimentos. Desta forma, passou a atuar também na busca de investimentos externos para o país. A proposta é unir a promoção comercial e a atração de investimentos no Brasil, harmonizar informações e oportunidades nacionais e regionais, direcionar investimentos para áreas exportadoras e para a inclusão das médias e pequenas empresas e facilitação de negócios para dar visibilidade às oportunidades brasileiras. Principalmente em setores estratégicos como o de máquinas e equipamentos, eletroeletrônica, etanol, entre outros.
NetMarinha - Uma das estratégias da Apex-Brasil, no passado recente, foi fechar acordos de cooperação com uma grande rede de supermercados e lojas de departamento na Inglaterra, Itália e México. Quais novos acordos estão sendo trabalhados?
Teixeira - Desde o dia 19 de maio, o Brasil foi tema promocional em 38 unidades da Coin, uma das maiores redes de lojas de departamento da Itália. Essa promoção, chamada "Cores do Brasil", se estendeu até o dia 10 de junho. Estão à venda nas lojas da Coin artesanato, bijuterias, acessórios, perfumes, cremes, maquiagem, moda praia, roupas masculinas e femininas, além de jóias. Inclusive, gostaria de ressaltar que esse trabalho promocional com grandes redes internacionais teve inicio com o atual diretor técnico da agência, Mauricio Borges, que agora retorna à casa. Ele implementou o primeiro projeto, realizado com a inglesa Selfridges, com o objetivo de reduzir a distância entre o produto brasileiro e o consumidor final. Tais ações terão continuidade, pois provaram gerar resultados tanto na venda de produtos, quanto na melhoria da imagem do Brasil. Isso porque muitas vezes o consumidor adquire um produto numa loja na Europa, ou nos Estados Unidos, por exemplo, e nem sabe que sua origem é brasileira.
NetMarinha - Hoje a participação das micro, pequenas e médias empresas é pequena em volume de exportação. Quais os incentivos a Apex fornece à essas empresas na primeira venda externa?
Teixeira - É importante deixar claro que a Apex-Brasil desenvolve projetos em parceria com entidades setoriais, ou seja, é um trabalho conjunto entre segmentos público e privado. Tais projetos buscam capacitar cadeias produtivas, adequar produtos e serviços às exigências do mercado internacional, estimular as exportações por meio da vinda de importadores e formadores de opinião ao Brasil, organizar a participação de empresários em missões comerciais, feiras e outros eventos de negócios no exterior e divulgar os produtos e serviços brasileiros no mercado internacional. Com investimento técnico e financeiro, participamos do esforço de diversificar a pauta de exportação do país, mostrando ao empresário que não há mistério em exportar. Temos qualidade para atender a demanda internacional. É preciso apenas se adequar às exigências de mercado. Disponibilizamos instrumentos fundamentais para viabilizar sua entrada e, principalmente, consolidação no mercado. Afinal, além dos projetos com as entidades setoriais, temos os Centros de Distribuição em países estratégicos, parcerias com grandes redes de lojas, estudos de mercado, entre outros. Nossa meta agora é desenvolver um sistema de Inteligência Competitiva que englobe tudo isso e ainda mais, para que saibamos quando e como nos fixarmos em mercados competitivos. Vamos aperfeiçoar análises e esmiuçar mecanismos de distribuição e promoção. Quer dizer, maximizar resultados a partir das informações e dados que levantamos. Aumentar o market share dos produtos brasileiros no mercado internacional, bem como a internacionalização de empresas, é essencial para que as exportações brasileiras continuem crescendo.
NetMarinha - Uma pesquisa do Sebrae mostra que os Estados Unidos e Canadá e depois a Europa, continuam sendo os destinos para onde as micro, pequenas empresas mais exportam. Como a Apex-Brasil trabalha novos mercados? Quais os mercados emergentes hoje para as micro e pequenas empresas?
Teixeira - Não podemos esquecer a Argentina. Em 2005, tanto as micro quanto as pequenas empresas exportaram, em primeiro lugar, para os Estados Unidos, e logo depois para a Argentina. E o Mercosul é um importante parceiro comercial. O Planejamento Estratégico da Apex-Brasil cita 33 mercados para trabalharmos nos próximos quatro anos. Contudo, vamos aprofundar melhor alguns desses mercados, principalmente aqueles que identificarmos com maior potencial para os produtos brasileiros com valor agregado, ou seja, Europa e Estados Unidos. E, lógico, vamos aproveitar todas as oportunidades que surgirem.
NetMarinha - Como o dólar num patamar abaixo dos R$ 2 atrapalha as exportações?
Teixeira - O câmbio é um constrangedor, mas não um impeditivo para a continuidade das exportações. Quero dizer que a valorização da moeda nacional frente à norte-americana traz efeitos ao desempenho das exportações como um todo, à medida que tornam mais caros os produtos brasileiros no exterior. No entanto, o impacto desse fenômeno mostra-se diferenciado em relação aos distintos segmentos da atividade econômica, afetando, por exemplo, de forma mais intensa aqueles segmentos em cujas cadeias produtivas possuem menor presença de insumos ou matérias-primas importadas. Não alheio a estas dificuldades enfrentadas pelo setor exportador, o Governo vem buscando alternativas que objetivem atenuar tais efeitos. Prova disto é que o Governo Federal trabalha e deve lançar, em breve, mais Medidas para diminuir o impacto desta valorização do Real.
NetMarinha - O que o senhor acredita que deva ser feito para a obtenção de avanços no setor logístico-portuário nacional?
Teixeira - O Governo Federal já deu importante passo nessa direção com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Programa destinará até o final de 2010, R$ 58,3 bilhões para infra-estrutura logística. Além disso, os marcos regulatórios serão fortalecidos, as linhas de financiamento e as oportunidades de investimentos serão adequadas, sem esquecer do fortalecimento das Parcerias Público/Privadas (PPP).
NetMarinha - Existe uma meta de exportações promovidas pela Apex-Brasil?
Teixeira - Seguimos a meta estabelecida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) de exportar, neste ano, US$ 152 bilhões, valor 11% maior que o alcançado em 2006.
NetMarinha - É possível dizer, após a criação da Apex-Brasil, que o empresariado brasileiro adquiriu uma cultura exportadora?
Teixeira - O crescimento das exportações verificado nos últimos anos não é mérito de apenas um Órgão Federal ou do esforço de uma única pessoa. Além da Apex-Brasil, a política de comércio exterior adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e bem conduzida pelo ex-ministro Luiz Fernando Furlan, foram fundamentais neste processo. E esse esforço é que me dá tranqüilidade para dizer que hoje, no Brasil, aconteceu uma mudança na maneira de o empresário brasileiro encarar o comércio exterior. As empresas brasileiras estão empenhadas em conquistar o mercado internacional, independentemente da temperatura do mercado interno e das variações cambiais. O que temos atualmente é a vontade de mostrar ao mercado internacional que o Brasil não é somente samba, café e Pelé. Nosso esforço é, e será, de procurar utilizar essa visão favorável, que os brasileiros têm no exterior, traduzindo isto em resultados econômicos e comerciais.

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