quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Região Vêneto, Provincia Veneza - Itália e os guetos

A Sereníssima República de Veneza (em vêneto: Serenìsima Repùblica Vèneta e em italiano Serenissima Repubblica di Venezia) foi um Estado no nordeste da Itália, com capital na cidade de Veneza. Existiu do século IX ao século XVIII (1797); é habitualmente referida apenas como a Sereníssima.



Veneza (em italiano: Venezia, em vêneto: Venexia, AFI: [veˈnɛsja]) é uma cidade e comuna italiana da região do Vêneto, província de Veneza no nordeste de Itália. Tem cerca de 271.009 habitantes e é conhecida pela sua história, canais, museus e monumentos. A comuna de Veneza estende-se por uma área de 412 km², incluindo as ilhas de Murano, Burano e outras na lagoa de Veneza, tendo uma densidade populacional de 646 hab/km². Faz fronteira com Campagna Lupia, Cavallino-Treporti, Chioggia, Jesolo, Marcon, Martellago, Mira, Mogliano Veneto (TV), Musile di Piave, Quarto d'Altino, Scorzè, Spinea. A parte de Veneza em terra firme é a fracção comunal de Mestre. A cidade foi formada num arquipélago da laguna de Veneza, no golfo de Veneza, no noroeste do mar Adriático. Tornou-se uma potência comercial a partir do século X, no qual sua frota já era uma das maiores da Europa. Foi uma das cidades mais importantes da Europa, com uma história rica e complexa e um império de influência mundial comandado pelos doges, os líderes da cidade. Como cidade comercial, tinha várias feitorias e controlava várias rotas comerciais no Levante. Eram suas feitorias cidades como Negroponto e Dyrrhachium (atual Durrës), assim como ilhas inteiras: Creta, Rodes, Cefalônia e Zante, por exemplo. O historiador Fernand Braudel classificou-a como a primeira capital econômica do Capitalismo.

O patrono da cidade é São Marcos (festa em 25 de abril). A festa do povo do Véneto é celebrada em 25 de março, data da fundação da cidade.
É classificada como Património da Humanidade pela UNESCO. Dos muitos monumentos e locais turísticos existentes, destacam-se a imponente Basílica de São Marcos, na adjacente Praça de São Marcos, a famosa Ponte de Rialto sobre o Grande Canal, construída em 1588 segundo projeto de Antonio da Ponte, a Ca' d'Oro e numerosas igrejas e museus. Veneza é ainda famosa pelos seus certames internacionais, como o Festival de Cinema e a Bienal de Artes, pela Regata Histórica, que ocorre no primeiro domingo de setembro, pelo fabrico de vidro, pelo Carnaval de Veneza, pelos casinos e pelos seus passeios românticos, levando muitos casais a passarem suas luas-de-mel. Nesta cidade nasceram os Papas Gregório XII, Eugênio IV, Paulo II, Alexandre VIII, Clemente XIII e Pio X, além de numerosos artistas e arquitetos como Antonio Vivarini (1440-1480), Antonio da Ponte (1512-1595), Tintoretto (1518-1594) e Canaletto (1697-1768). No campo da música, foi aqui que nasceu e viveu Antonio Vivaldi (1678-1741).















A famosa Ponte Rialto, em Veneza, foi construída em 1588. O projeto, assinado por Antonio da Ponte, venceu um concurso que teve participação de célebres artistas, como Michelangelo. Até 1854, esta ponte era a única maneira de os pedestres cruzarem o grande canal. É uma cidade muito conhecida pelos seus passeios românticos, levando muitos casais a viverem suas luas de mel lá. Passeios de barco e visitas a todos os lugares são programas promovidos por esses casais apaixonados.

Os primeiros guetos apareceram na Alemanha, Espanha e Portugal, no século XIII, mas alguns autores usam a mesma palavra para designar as cidades de destino para onde o Império Romano deportava judeus entre o primeiro e quarto séculos. O termo gueto vem do Gueto de Veneza do século XIV. Antes da designação desta parte da cidade para os judeus, era uma fundição de ferro (gueto), e daí o nome. Outras etimologias sugeridas para a palavra incluem a palavra grega Ghetonia (Γειτονία, vizinhança), a italiana borghetto para "pequena vizinhança" ou a palavra hebraica get, literalmente "nota de divórcio." A partir do exemplo do gueto de Veneza, o nome foi usado para vizinhanças judaicas. Em Castela, eram chamadas de Judería e em Maiorca, call. Em Portugal eram chamadas de "Judiaria". Curiosamente, o quarteirão judaico de Veneza era uma zona rica da cidade, habitada por mercadores e emprestadores de dinheiro.

Em 1555, o Papa Paulo IV criou o Gueto Romano e emitiu um canon (lei papal) para forçar os Judeus a viver numa área especificada. Este foi também o último gueto a ser abolido na Europa Ocidental, em 1883. O Papa Pio V recomendou que todos os estados fronteiriços introduzissem guetos e no início do século XVII todas as principais cidades tinham um (com as excepções em Itália de Livorno e Pisa). Na Europa central, guetos existiam em Praga, Frankfurt am Main, Mainz e noutros lugares.

O caráter dos guetos variou ao longo do tempo. Em alguns casos, o gueto era um quarteirão com uma população relativamente rica, por exemplo o gueto judeu em Veneza. Em outros casos, os guetos eram pobres. Os judeus não podiam adquirir terra fora dos guetos portanto, durante períodos de crescimento populacional, os guetos ficavam estreitos, altos e as casas superpopuladas. Residentes tinham o seu sistema de justiça. À volta do gueto havia por vezes muros e durante pogroms eram fechados desde o interior ou desde o exterior durante o natal e páscoa. Frequentemente, os residentes do gueto tinham de ter um passe para se poderem dirigir a sítios fora do gueto. Os guetos judeus foram progressivamente abolidos e seus muros demolidos, no século XIX, no seguimento dos ideais do iluminismo, a revolução francesa e os direitos do homem.

Gueto é um bairro de uma cidade onde vivem os membros de uma etnia ou outro grupo minoritário, frequentemente devido a injunções, pressões ou circunstâncias econômicas ou sociais. Por extensão, designa todo estilo de vida ou tipo de existência resultante de tratamento discriminatório. O termo gueto é um exemplo de como as palavras, em sua viagem pelo tempo, às vezes resultam em um significado inteiramente distinto do seu sentido original. Gueto provém do latim 'jacere' (atirar), que é a raiz de palavras como 'projeto', 'injetar', 'adjetivo' e 'jato'. A palavra veneziana 'getto' era o nome de uma ilha onde existia uma fundição que fabricava peças para a artilharia da cidade. Mais tarde, quando os judeus de Veneza foram obrigados a viver nesta ilha, fugindo de perseguições, o local passou a designar uma zona isolada onde vivia um povo confinado. Na história recente, o gueto de Varsóvia ficou famoso pela resistência que ofereceu à dominação nazista durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido praticamente destruído pelas tropas invasoras.

O termo gueto (do inglês ghetto) nasceu da natureza humana de estabelecer padrões, gueto designa uma área onde pessoas de uma determinada etnia comum ou unidas por uma dada cultura ou religião vivem em grupo, voluntária ou involuntariamente, em segregação parcial ou estricta são pequenas zonas de moradias de famílias de imigrantes, embora com outros nomes no Brasil era comum a formação de guetos , no Rio de Janeiro vários guetos se formaram e recebiam o nome de zona, nesse sentido existia a zona das imigrantes Polacas que compreendia o beco das Belas Artes a rua Gonçalves Ledo (ex são Jorge) e praça Tiradentes, a zona Árabe (entorno da Rua da Alfândega e Senhor dos Passos onde viviam árabes e judeus) as zonas dos Nordestinos em São Cristóvão (constantemente manipulada pelas autoridades), já em São Paulo existia a zona dos Japoneses e Italianos e, no Rio Grande do Sul alemães etc.

Historicamente porém, em alguns países latinos, a palavra gueto se cristalizou por referir-se a zona das habitação dos judeus que residiam em Varsóvia na Polônia e que foi palco de um conflito étnico, no entanto, hoje ela refere-se a zonas urbanas degradadas.

O Festival Internacional de Cinema de Veneza (em italiano Mostra Internazionale d'Arte Cinematográfica di Venezia) é um festival cinematográfico italiano que ocorre todos os anos no Palazzo del Cinema, no Lido, uma barra junto a Veneza. Embora o festival seja anual, está englobado no que se designa como Bienal de Veneza, uma exposição internacional das artes, que como o seu nome indica, se celebra a cada dois anos nesta cidade italiana.

O máximo galardão do Festival é o Leão de Ouro (Leone d'Oro), que o júri concede ao melhor filme em concurso. O júri também concede o Leão de Prata (Prémio de realização) (Leone d'Argento) ao melhor diretor/realizador e o Leão de Prata (Grande Prémio do Júri).

A Basílica de São Marcos (Basilica di San Marco, em italiano) é a mais famosa das igrejas de Veneza, Itália, e um dos melhores exemplos da arquitetura bizantina. Localizada na Praça de São Marcos (Piazza di San Marco), ao lado do Palácio dos Doges, a basílica é a sede da arquidiocese católica romana de Veneza desde 1807.

A primeira igreja construída no local foi um edifício temporário no Palácio dos Doges, construído em 828, quando mercadores venezianos adquiriram de Alexandria as supostas relíquias de São Marcos Evangelista. Em 832, um novo edifício foi erguido, no local da atual basílica; esta igreja foi incendiada durante uma rebelião em 976, reconstruída em 978 e, mais uma vez, em 1063, no que viria a ser a base do atual edifício. A igreja apresenta uma planta em cruz grega, baseada nos exemplos de Hagia Sophia e da Basílica dos Apóstolos, ambas em Constantinopla. Possui um coro elevado acima de uma cripta. A planta do interior consiste em três naves longitudinais e três transversais. Um baldaquino cobre o altar principal, com colunas decoradas com relevos do século XI. O retábulo é a famosa Pala d´Oro - um trabalho em metal bizantino de 1105. Atrás do altar principal há um segundo altar com colunas de alabastro. Os cercados do coro, acima dos quais há três relevos de Sansovino, apresentam obra de marchetaria de Fra Sebastiano Schiavone. Os dois púlpitos de mármore da nave são decorados com estatuetas dos irmãos Massegne (1394). A basílica foi consagrada em 1094, no mesmo ano em que o corpo de São Marcos foi supostamente reencontrado num pilar pelo Doge Vitale Falier. A cripta passou então a abrigar as relíquias até 1811. O edifício também possui uma torre baixa, que alguns pensam ter integrado o Palácio dos Doges original.

Embora a estrutura básica do edifício tenha sido pouco alterada, sua decoração mudou muito ao longo do tempo. Cada século contribuiu para o seu adorno, especialmente o s. XIV, e era raro um navio veneziano voltar do oriente sem trazer uma coluna, capitéis ou frisos retirados de algum edifício antigo e destinados à igreja. Aos poucos, a alvenaria exterior de tijolos foi recoberta com mármores e outros elementos, alguns mais antigos que o próprio prédio. Uma nova fachada foi erguida e os domos foram cobertos com estruturas mais altas em madeira, de modo a tornar o conjunto mais harmônico com o novo estilo gótico do Palácio dos Doges.

Por dentro, as paredes foram recobertas com mosaicos, numa mistura dos estilos bizantino e gótico; o piso, do século XII, é uma mistura de mosaico e mármore em padrões geométricos e desenhos de animais. Os mosaicos contêm ouro, bronze e uma grande variedade de pedras.

Os Cavalos de São Marcos foram acrescentados à basílica em torno de 1254. São obra da Antigüidade Clássica; alguns crêem que antes adornaram o Arco de Trajano. Foram enviados para Veneza em 1204 pelo Doge Enrico Dandolo, como parte do saque de Constantinopla na Quarta Cruzada. Foram retirados por Napoleão em 1797 mas devolvidos à basílica em 1815, onde permaneceram até os anos 1990. Encontram-se atualmente numa sala de exposições, havendo sido substituídos por réplicas em fibra de vidro.

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