quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Patrocínio e Milho Verde - MG / BR



Patrocínio é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2007 é de 83.658 habitantes.
O município de Patrocínio teve o seu surgimento como ponto de parada dos bandeirantes, que por aqui passavam, tendo como objetivos principais: ponto de abastecimento de suas bandeiras e de acomodação. Expedições estas formadas por bandeirantes do século XVII que vinham das regiões de São Paulo/Goiás, em busca de ouro e índios. O Conde de Valadares em 1771, pediu ao Capitão Inácio de Oliveira Campos, que fizesse explorações e “escavações” na região. Partindo de Pitangui, chegou aos “campos de Catiguá ou Salitre”, destruiu grandes quilombos no vale do Rio Dourados e, em 1773, formou o primeiro núcleo de habitação, a fazenda com o nome de Bromado dos Pavões, que se torna posse da Vila de Pitangui. Com a demarcação da sesmaria de bebedouro do Salitre, a região se incorpora oficialmente à Capitania de Goiás, transformando o Bromado no povoado de Salitre. A mando do Capitão-General de Minas Gerais, o Conde de Valadares, envia o Capitão Inácio de Oliveira Campos para dar início à construção de uma casa e um monjolo no lugar chamado “Catiguá”, ficando este a esquerda do córrego Bromado, hoje Córrego Padre Matias. Foi feito o plantio de roças para abastecimento das bandeiras que por ali passavam. Em 1772, foi ordenado pelo Conde de Valadares, Capitão-General de Minas Gerais, ao Capitão Inácio de Oliveira Campos que fizesse a criação de uma fazenda de criação agrícola, para abastecimento dos viajantes que passavam de Minas para Goiás, passando por Pitangui, desenvolvendo aí criação de gado bovino. Inácio de Oliveira Campos foi então, o fundador da cidade de Patrocínio, vindo para cá com a finalidade de buscar ouro e abastecer as bandeiras. Só nos meados de 1738 deu-se o início da povoação com a chegada do Padre Leonardo Francisco Palhano, pois era um sacerdote de alta têmpera, sendo nomeado pelo Bispo do Rio de Janeiro, a pedido do Conde de Assumar, para Vigário do sertão do Rio São Francisco. Quando o Capitão Inácio de Oliveira Campos chegou aqui adoeceu, sofrendo paralisia ficando completamente inválido. Patrocínio foi administrado por sua esposa Dona Joaquina de Pompeu, que se transformou numa autêntica matriarca, enviando gado para o Rio de Janeiro a fim de auxiliar as tropas de Dom Pedro I na luta pela Independência do Brasil. Podemos dizer que as principais famílias mineiras e os grandes políticos foram seus descendentes, de acordo com as lendas fantasiosas a seu respeito. Em 1793, aparecem os primeiros habitantes definitivos de Patrocínio. O comércio do arraial se fazia com Ouro Preto por Paracatu e Diamantina, até que, em 1800, cedido o terreno para a construção da capela pelo posseiro Antônio de Queiroz Teles. Daí por diante, começou o desenvolvimento do arraial. Com boas pastagens e a preferência dos boiadeiros em pouco tempo passa a denominar-se arraial da Senhora do Patrocínio. O historiador Saint-Hilaire esteve em Patrocínio no século XIX e relatou em um diário de viagem o que viu:
“Em 1819 constava-se aí uma quarentena de casas muito pequenas, construídas de barro e madeira, cobertas de telhas e sem rebôco. Estas casas, dispostas em duas filas, formam uma praça alongada no meio da qual está construída uma pequena capela, edificada como as próprias casas, de madeira e barro. Patrocínio é uma sucursal de Araxá e tem um vigário encomendado” ( Saint-Hilaire 1944, p. 240).



Os moradores do povoado erguem, em 1804, uma casa de oração sob a proteção de Nossa Senhora do Patrocínio e registrou-se a “Provisão de Licença”, estendendo-se o nome de Nossa Senhora do Patrocínio ao arraial de Salitre, onde, hoje, se encontra a atual Igreja Matriz. O arraial foi elevado à categoria de curato em 1829, mantendo o nome de Nossa Senhora do Patrocínio, indo à condição de Paróquia 10 anos mais tarde. Em 07 de janeiro de 1833, foi criado o município de Araxá, desmenbrando-se de Paracatu. Inclusive o de Patrocínio, passando a cidade 32 anos mais tarde. Em 09 de março de 1839, através de Lei Municipal nº 114 criou-se a Paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio, sendo o primeiro vigário Padre José Ferreira Estrela, tendo trabalhado até 25 de março de 1826. De acordo com a Lei Provincial nº 171 de 23 de março de 1840, foram criados a vila e o município de Nossa Senhora do Patrocínio, emancipando-se do município de Araxá. Em 7 de abril de 1842, foi elevada à Vila de Nossa Senhora do Patrocínio, tornando-se, oficialmente, município, atribuindo ao Capitão Francisco Martins Mundim o cargo de Presidente da Primeira Câmara Municipal.



Em 30 de setembro de 1858, Patrocínio foi desmembrado, criou-se o município de Estrela do Sul, incluindo Araguari e Monte Carmelo. Em 29 de fevereiro de 1868, foi criado o município de Patos de Minas, desmembra-o de Patrocínio. Igreja Matriz a primeira construída no município. Em 1870, com grandes festas, o povoado de Nossa Senhora do Patrocínio foi reconhecido, oficialmente como arraial. O nome da cidade é devido a um fazendeiro muito rico, conta a lenda que, vendo sua única filha cair enferma, pediu a proteção de Nossa Senhora, prometendo a construção de uma capela, caso a moça ficasse curada. Com a graça alcançada, ergueu-se a casa de oração, tendo como padroeira Nossa Senhora do Patrocínio, o que significa “proteção”. Também a escolha do nome da padroeira e do topônimo da cidade pode ser explicado pela fundação da fazenda “Brumado os Pavões”, que constituía o “patrocínio”, construído no percurso da picada aberta de Goiás. A construção de “Patrocínio” iniciou-se quarenta anos depois da abertura da picada, quando o governo da metrópole, para evitar desvios de ouro e pedras preciosas retiradas na região, criou, “pontos” de parada, para abastecimento e repouso. Em 12 de janeiro de 1874, criou-se a cidade de Patrocínio, através da Lei 1995, de 13 de novembro de 1873. Em 07/4/1842 foi instalado, oficialmente, o município de Patrocínio. A Lei Estadual nº 2 de 14/9/1891 manteve o distrito-sede de Patrocínio. Daqueles tempos até os dias de hoje, a cada década, principalmente já no início do século 20, Patrocínio começava a progredir. Por força da Provincial n.º 1995 de 13 de novembro de 1873, a sede do município recebeu foros de cidade, instalando-se como tal, a 12 de janeiro de 1874. Da sua emancipação, em 7/04/1842 até o ano de 1930, a cidade era governada por Agentes Executivos, que eram os presidentes da Câmara Municipal. A partir do ano de 1930, a cidade de Patrocínio passou a ser governada por Prefeitos, nomeados ou eleitos.



Geografia
Patrocínio é o principal centro da microrregião de Patrocínio, que pertence à mesorregião do Triângulo Mineiro - Alto Paranaíba. É limitado a norte pelo município de Coromandel, a leste pelos municípios de Guimarânia, Cruzeiro da Fortaleza e Serra do Salitre, a sul pelo município de Perdizes e a oeste pelos municípios de Iraí de Minas e Monte Carmelo. Tem uma área de 2883 km².



Hidrografia
A rede hidrográfica do município é bastante densa e pertence à Bacia do Paranaíba. Seus principais cursos d'água são os rios: Quebranzol e Santo Antonio (afluentes do Rio Araguari); Dourados e Perdizes e o Rio Espírito Santo e ainda os ribeirões Salitre, Pavões, Macaúbas e Córrego do Ouro. Há também cachoeiras, ainda pouco exploradas turisticamente. Destacamos as “Cachoeiras do Lemos”, no Ribeirão de Rita Matos, que desemboca no Rio Salitre e “Cachoeira dos Borges”. Patrocínio é banhado por outros inúmeros córregos e riachos, que permitem a irrigação de lavouras e a piscicultura. O município tem a maior área de terras na região, inundadas pela Represa da Hidrolétrica de Nova Ponte, num total de 135,44 km 3 . Em 2006 a represa atingiu seu limite máximo, 815 metros acima do nível do mar.



Estação Hidromineral
No distrito de São João da Serra Negra, a 18 km da sede do município, está localizada a Estância Hidromineral de Serra Negra, conhecida internacionalmente pela boa qualidade de sua água mineral e lama sulfurosa. Com clima de montanha, paisagem de floresta há infra-estrutura hoteleira. A lagoa do Chapadão está localizada nas proximidades da estância, na direção leste da cidade, com acesso pela BR 365 ou pela estrada Patrocínio/Cruzeiro da Fortaleza. Existem teses, ainda não comprovadas, de que a lagoa do Chapadão possa estar localizada em cima da cratera de um vulcão extinto.
Rodovias BR-10 BR-365 BR-385 MG-230



TUDO É SERTÃO... TUDO É PAIXÃO... a história da cidade de MILHO VERDE.

Milho verde é mencionada como vila pertencente ao arraial de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro Frio, atual cidade do Serro, desde 1711 mas, somente em 9 de julho de 1868, foi oficialmente elevada a distrito desta cidade. Seu nome teria surgido pelo fato das lavras ali pertencerem a Manoel Rodrigues Milho Verde, natural de Moinho, Portugal.



A vila está localizada nas vertentes da Serra do Espinhaço, na rota entre Serro e Diamantina e foi ocupada inicialmente por garimpeiros atrás de ouro e, posteriormente, de diamantes. Logo, a riqueza das minas da região atraiu a atenção das autoridades.



Em uma carta de 2 de fevereiro de 1732, o ouvidor geral do Serro Frio, Antônio Ferreira do Valle e Mello pede ao governador de Minas, dom Lourenço de Almeida, que reconsidere a decisão de proibir a extração de diamantes pelos moradores da região de Milho Verde. O governador, atendendo aos interesses da Coroa portuguesa, ignorou o apelo.



A população de Milho Verde foi obrigada a obedecer as leis impostas pelos governantes ao Distrito Diamantino. A Coroa portuguesa se apodera e passa a organizar a exploração do diamante sem, contudo, coibir o intenso contrabando. A rua do quartel, próxima ao bar do Geraldo, assim se chama por que ali foi instalado um quartel e posto fiscal para abrigar o destacamento que vigiava as entradas e saídas de pessoas e mercadorias da região.



As restrições impostas sobre o Distrito contribuiram para a estagnação do povoado. O lugar ficou esquecido no tempo. No início do século XIX, as visitas do mineralogista José Vieira Couto, do inglês John Mawe e do francês Saint-Hilaire renderam relatos sobre a situação de abandono de Milho Verde. José Vieira descreve a vila como um "lugarejo pequeno, mal arranjado e com muitas casas palhoças".



As minas ainda voltaram a ser exploradas. No século XX, com o auxílio de dragas e bombas, garimpeiros causaram vários danos ecológicos desviando cursos de rios e revirando cascalhos. Atualmente, a mineração no lugar está proibida.



As famílias que ali permaneceram, passaram a se dedicar à pecuária e agricultura de subsistência e, mais tarde, também à colheita de flores sempre-vivas. O local servia também de parada para os tropeiros.



Durante a década de 80, a paz e tranquilidade do lugar aliadas à sua rica natureza, atraiu hippies e moradores de cidades grandes e dos arredores, interessados numa vida mais simples. Depois, a vila começou a atrair também turistas desses mesmos lugares e criou uma infra estrutura mínima para recebê- los.



Hoje, os nativos vivem praticamente do turismo, a atividade mais rentável da vila, que começa a trazer problemas como o excesso de lixo, especulação imobiliária e descaracterização dos hábitos da população.



Vivendo esse dilema, a vila busca se organizar para desenvolver um turismo com características de preservação natural e cultural, sua melhor oportunidade de prosperidade econômica, já que a maioria da população de pouco mais de mil pessoas (60% segundo dados do censo de 1991) vive com menos que 1 salário mínimo.



Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres
Construída no século XVIII pelo capitão José Moura de Oliveira, a Igreja Matriz foi tombada pelo IEPHA-MG (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico) em maio de 1980.



Feita de madeira e barro, possui uma fachada simples, sem ornamentações. Segue a linha das capelas de taipa construídas no período colonial e possui peças interessantes em seu interior como as imagens de Nossa Senhora dos Prazeres, a de São Miguel e também uma Pietá inacabada. Pertence à Cúria Arquidiocesana de Diamantina.



Apesar de não se conhecer quase nada de sua história, características da obra indicam que tenha sido construída por devoção de negros livres e escravos da região durante o século XIX. A capela também foi feita em madeira e barro e possui linhas simples. O conjunto possui um belo pátio e se destaca devido a sua localização, no alto de uma colina de onde se tem uma vista encantadora das montanhas.

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