segunda-feira, 5 de março de 2012

Hotelaria, Primeiras Iniciativas (vídeo: Crop Circles 2012)

Dentre os equipamentos que compõe a infra-estrutura turística, os meios de hospedagem se destacam por serem imprescindíveis à viabilização do turismo em qualquer uma de suas modalidades. A falta de uma rede hoteleira organizada e definida quanto as acomodações, facilidades e preços variados, em função da diversidade da demanda, pode fazer com que uma região com grande potencial turístico não se desenvolva, permanecendo em seu estado potencial, embrionário, sem nenhum impacto junto ao público consumidor do turismo.

As mudanças do conceito e dos tipos de hospedagem, ao longo da história dos deslocamentos humanos, são bastante esclarecedoras quanto à importância da consolidação de um setor hoteleiro forte, como suporte ao desenvolvimento e à expansão do turismo. Vejamos um pouco dessa história.

Ninguém sabe ao certo quando e como surgiu a atividade hoteleira no mundo. Supõe-se, entretanto, que tal atividade tenha-se originado da necessidade natural que tem os viajantes de procurar abrigo, apoio e alimentação durante suas viagens. A primeira notícia sobre a criação de um espaço destinado especificamente à hospedagem vem de alguns séculos antes da era cristã, quando na Grécia antiga, no santuário de Olímpia, eram realizados os jogos Olímpicos. Para esses eventos, foram construídos o estádio e o pódio, onde se homenageavam os vencedores e ficava a chama olímpica. Mais tarde, foram acrescentados os balneários e uma hospedaria, com cerca de 10 mil metros quadrados, com o objetivo de abrigar os visitantes. Essa hospedaria teria sido o primeiro hotel de que se tem notícia.

Já as termas romanas, embora não se destinassem propriamente à hospedagem e sim ao lazer, dispunham de água quente, instalações de até 100 mil metros quadrados e cômodos para os usuários descansarem. Dependendo do status do cliente, esses aposentos podiam ser luxuosos e de grandes dimensões, ou mais simples, menores, até mesmo de uso coletivo, para as pessoas comuns.

A palavra hospedagem vem do latim e, originalmente, significava hospitalidade, dada ou recebida, e também aposento destinado a um hóspede. O termo hospitalidade, também do latim, mantém até hoje o sentido original, que serve para designar o bom tratamento oferecido a alguém que se abrigue em nossas casas. É interessante lembrar que a palavra hospital tem a mesma origem, significando o bom recebimento dos doentes para tratamento e cura.

A evolução da hotelaria sofreu grande influência dos gregos e romanos, especialmente desses últimos, que tendo sido ótimos construtores de estradas, propiciaram a expansão das viagens por todos os seus domínios e, consequentemente, o surgimento de abrigos para os viajantes. A Bretanha, por exemplo, durante muitos séculos dominada por Roma, incorporou à sua cultura a arte de hospedar, e ao longo de suas estradas se multiplicavam as pousadas. Essa mesma tendência era comum a quase todos os países europeus, igualmente influenciados pelos romanos. Como naquela época os meios de transporte não percorriam mais do que 60 quilômetros diários, as viagens quase sempre duravam alguns dias. Disso resultou o estímulo à criação das hospedarias que, em Roma, obedeciam a regras muito rígidas; por exemplo, um hoteleiro não poderia receber um hóspede que não tivesse uma carta assinada por uma autoridade, estivesse ele viajando a negócios ou a serviço do imperador. Nas grandes e refinadas mansiones, amplos “hotéis” situados ao longo da principais vias, tais normas eram seguidas à risca, o que não acontecia nas pequenas pousadas que proliferavam nas redondezas das mansiones. Essas hospedarias eram muito numerosas e chegavam a dar nome a certas regiões e alguns locais de entretenimento, como os circus.

A famosa Via Appia, por exemplo, era um local repleto de pequenas pousadas, ao tempo do Império Romano, e naqueles estabelecimentos ocorria toda sorte de orgias, crimes e desordens. Em época de intrigas políticas e intensa luta pelo poder, os magistrados mantinham essas pousadas sob vigilância, já que civis e militares, além dos funcionários dos correios, ali se hospedavam. Isso levava as autoridades a colocarem em sua folha de pagamento, para que eles relatassem tudo que ouvissem de seus hóspedes. A lei obrigava os hoteleiros a manter vigília à noite, visando à segurança dos hóspedes, de quem era obrigatório anotar os nomes, a procedência e a nacionalidade. Esse panorama continuou mais ou menos inalterado até o final da Idade Antiga. Com a queda do Império Romano, as estradas vieram a ser menos usadas, em razão da falta de segurança. Esse fato diminuiu o número de viajantes e, consequentemente, o número de hóspedes, prejudicando seriamente as pousadas. Desse modo, a hospedagem passou a ser oferecida pelos monastérios e outras instituições religiosas, bem mais seguras e confiáveis.

De início um serviço informal, essa hospitalidade dispensada pelos religiosos tornou-se, mais tarde, uma atividade organizada, com a construção de quartos e refeitórios separados, e monges dedicados ao atendimento dos viajantes. Posteriormente, foram construídos prédios próximos aos monastérios, destinados exclusivamente aos hóspedes, dando origem às pousadas. Nesses abrigos, os hóspedes eram obrigados a cuidar da própria alimentação, da iluminação (velas, lampiões, etc.) e das roupas de dormir. Além disso, os viajantes dependiam da boa vontade e da acolhida dos responsáveis pelas pousadas. No século XII, as viagens na Europa voltaram a se tornar mais seguras, e rapidamente as hospedarias se estabeleceram ao longo das estradas. Aos poucos, diversos países implantavam leis e normas para regulamentar a atividade hoteleira, especialmente a França e a Inglaterra.

A França, por exemplo, já dispunha de leis reguladoras dos estabelecimentos e dos serviços hoteleiros no ano de 1254 (séc XIII), enquanto na Inglaterra isso aconteceu em 1446 (séc. XV). NO ano de 1514 (séc. XVI), os hoteleiros de Londres foram reconhecidos legalmente, passando de hostelers (hospedeiros) para innnholders (hoteleiros). Em 1589, foi editado pelos ingleses o primeiro guia de viagens de que se tem notícia, definindo de modo claro os diferentes tipos de acomodações disponíveis para viajantes a negócio ou a passeio.

No interior da Inglaterra, muitas pousadas se desenvolveram a partir dos monastérios que fechavam suas portas. Alguns modernos hotéis ingleses, sem dúvida, tiveram essa origem, a exemplo do New Inn, em Gloucester, e o George, em Glastonbury.

As diligências e as ferrovias
Em 1650 (séc. XVII), consolidou-se na Europa um meio de transporte que teve grande influência na expansão da hotelaria: as diligências, carruagens puxadas por cavalos. Durante quase 200 anos, esses veículos circularam pelas estradas européias, garantindo um fluxo constante de hóspedes para as pousadas e hotéis. Convém notar que muitos serviços de diligências foram estabelecidos pelos próprios hoteleiros, que assim conseguiam clientela para seus estabelecimentos.

Até o fim da era das diligências, em torno do ano de 1840 – quando surgiram as ferrovias -, os terminais de rota e os estábulos ficavam instalados nas pousadas. Velhos estabelecimentos foram reformados ou reconstruídos, outros novos surgiram em estradas que levavam às capitais, devido ao intenso tráfego das diligências. Algumas das maiores pousadas daquele período foram projetadas especificamente para se integrar com esse meio de transporte, fazendo o papel de estação de chegadas e partidas. Dispunham de escritório de reservas e salas de espera; além disso, muitas dessas “estações” possibilitavam ao viajante fazer reservas e comprar passagens de diligências, de várias rotas, a partir da pousada – o Hotel Royal, na Inglaterra, por exemplo, tinha um total de 23 linhas.

Com a chegada das ferrovias, as diligências praticamente desapareceram, e a rede hoteleira que delas dependia sofreu um golpe rude, já que as ferrovias eram um meio de transporte muito mais rápido, o que resultava em viagens de menor duração. Muitos hoteleiros não conseguiram se adaptar aos novos tempos, já que estavam habituados com determinadas regras de hospedagem. Dessa maneira muitos hotéis fecharam suas portas ou reduziram seu tamanho, enquanto outros estabelecimentos conseguiram acompanhar as novas regras e se ambientar com o novo meio de transporte. Novos hotéis foram construídos, próximos as estações ferroviárias, a exemplo do Euston e do Victoria, de 1838, ambos na estação de Euston, em Londres. No final do século XIX, os hóspedes tinham se tornado mais exigentes e surgiram então hotéis de grande luxo, como os famosos Savoy, Ritz, Claridge, Carlton e outros, acompanhando a tendência dos fabulosos trens e navios de passageiros da época.

O ano de 1872 trouxe uma novidade: a primeira viagem turística em grupo, organizada por Thomas Cook. Hoje em dia esse tipo de viagem coletiva traz inegáveis benefícios à hotelaria, às companhias aéreas, aos restaurantes, à indústria e ao comércio em geral, gerando também impostos que beneficiam inúmeros países. Thomas Cook, um vendedor de bíblias, em 1841 andou 15 milhas para um encontro de uma liga contra o alcoolismo em Leicester. Para um novo encontro, em Loughborough, Cook alugou um trem para levar outros interessados. Conseguiu reunir quase 600 pessoas, comprou e revendeu os bilhetes, configurando, dessa forma, a primeira viagem agenciada de que se tem notícia. Cook aparece como o “Pai do Turismo Contemporâneo”. A partir daí, ele não parou mais, fez seguidas viagens e organizou várias excursões.
A hotelaria moderna
Abordar o crescimento da atividade hoteleira mundial, é importante. Começando pelos Estados Unidos, tendo em vista suas peculiaridades. Inicialmente, a hotelaria americana obedeceu aos critérios europeus, em especial os ingleses. Mais tarde, com a ocupação do Oeste do país, foram-se formando pequenas vilas em lugares inóspitos, surgidas com as descobertas de ouro celebrizadas pelo cinema. Nesses vilarejos, que muitas vezes se transformaram em grandes cidades, apareceram os saloons, originariamente bares que ofereciam comida, bebida e diversão aos fregueses. Com o passar do tempo, os saloons passaram a ter também alojamentos, em geral no segundo andar, ficando no térreo o salão-teatro, algumas vezes mesas para jogo, o bar, uma cozinha e o escritório. Também nos estados Unidos as diligências tiveram grande impulso como meio de transporte, sendo essenciais durante longo tempo. Em conseqüência, muitas fazendas que ficavam na rota das diligências precisaram dispor de abrigos para os viajantes. Entretanto, a exemplo do que ocorreu na Europa, a chegada das ferrovias levou ao desaparecimento das diligências, e os hotéis tiveram que adaptar-se aos novos tempos. Uma característica própria da hospedagem nos EUA foi o surgimento, ao longo dos rios navegáveis, de hotéis de apoio aos barcos fluviais – embarcações freqüentemente luxuosas e que também ofereciam hospedagem, cassinos e diversão aos clientes. Como esses barcos costumavam apresentar problemas mecânicos, que demoravam alguns dias para serem sanados, tornou-se necessário construir hospedarias. Os primeiros grandes hotéis norte-americanos, porém surgiram na costa do Atlântico, já que naquela região a navegação marítima possibilitava um intenso movimento de passageiros.
Como se deu, na Europa, a evolução da hotelaria e do turismo, no nosso século?
O crescimento do turismo, desde a década de 50, isto é, após a II Guerra Mundial, estimulou a construção de hotéis nas capitais e nos principais centros de atração turística de diversos países. Assim, Itália, Espanha, Noruega, Suécia e Dinamarca, principalmente, investiram fortunas em turismo, englobando tudo o que, direta ou indiretamente, se relacionava com ele. Em conseqüência, estava dada a partida para o desenvolvimento de grandes corporações hoteleiras, cujos nomes são amplamente conhecidos em todo o mundo: Accord, Holiday Inn, Hilton, Meridien, Sheraton, etc. Essas redes hoteleiras investem bilhões de dólares e ditam a evolução dos padrões de hospedagem, equipamento e serviços, em nossa época. A hotelaria internacional, especialmente a norte-americana, realizou um vasto programa de modernização, estimado em vários bilhões de dólares: exemplo típico dessa modernização dos anos 50 é o Lincoln Hotel, em Nova York, que foi transformado no ultra-moderno Manhattan.
E entre nós, como surgiu e como se apresenta a atividade hoteleira e turística?
A hotelaria no Brasil
Em razão de sua enorme dimensão geográfica e de sua localização privilegiada, Brasil possui uma grande variedade de climas. A isso se soma o relevo, que permite uma exploração turística muito variada, já que dispomos de grandes extensão de litoral, cidades localizadas em regiões montanhosas e áreas como o Pantanal Mato-grossense e a Amazônia, locais que atraem cada vez mais turistas de todas as procedências. Assim, a hospedagem e o tipo de instalações que encontramos no Norte e Nordeste são bastante diferentes daquilo que encontramos no Sul e Sudeste, pois cada região mantém suas características e costumes próprios, o que pode significar uma vantagem para nosso país em termos de exploração do potencial turístico. Descoberto há cerca de 500 anos e tendo sua colonização se iniciado há pouco mais de três séculos, o Brasil é considerado um país muito jovem, e nossa tradição em hospedagem foi baseada em modelos europeus e, posteriormente, norte-americanos. Os primeiros grandes hotéis brasileiros foram erguidos por imigrantes, que viam na nova terra boas possibilidades de sucesso. No começo, quase toda a estrutura desses hotéis era importada, pois o Brasil, por ser um país ainda não industrializado, tinha que comprar no exterior os materiais que não fabricava: telhas, azulejos, cerâmicas, móveis e roupas de cama e mesa, etc. A hotelaria brasileira começou a crescer desde meados do século XIX, quando muitas das capitais e cidades principais de nosso país ganharam grandes e elegantes hotéis. No entanto, a expansão da atividade hoteleira só foi intensificada depois da II Guerra Mundial, e hoje está em níveis bem próximos dos vigentes na hotelaria internacional. A par disso, em muitos casos, as peculiaridades regionais tem sido preservadas. Alguns exemplos dessa expansão no Brasil são os hotéis Amazonas, em Manaus; Grão Pará, em Belém, São Pedro, em Fortaleza; Boa Viagem, em Recife, Chile Hotel, em Salvador; Del Rey, em Belo Horizonte; Glória e Serrador, na cidade do Rio de Janeiro; e o Hotel Quitandinha, em Petrópolis.
Mais recentemente, como se apresenta o panorama da hotelaria e do turismo entre nós?
No final do século 60, foram criadas superintendências de desenvolvimento nas várias regiões do Brasil, isto é, das agências governamentais voltadas para o financiamento de projetos industriais, com a função de analisar projetos industriais que garantissem a criação de empregos e o desenvolvimento local. Ao mesmo tempo, foram instituídos incentivos fiscais e financiamentos sob condições especiais para aqueles que desejassem investir em tais projetos, o que levou muitas empresas ligadas à hospedagem e ao turismo a apresentar propostas de investimento para justificar tais financiamentos. A área de turismo também passou por esse processo, e com a criação da EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo), muitos projetos ligados a turismo e hotelaria foram aprovados, alterando significativamente a situação da hospedagem no Brasil. Na década de 70, as maiores empresas hoteleiras nacionais praticamente dobraram sua capacidade, e também nessa época muitas empresas internacionais aqui se instalaram. Os estados e prefeituras das regiões beneficiadas passaram a oferecer, também, uma série de vantagens fiscais para os empresários que investissem em seu território. Desse modo, os investidores podiam contar com isenções totais, por um período determinado, ou reduções de alíquotas nos impostos estaduais e municipais – ISS, ICM, etc. Também o governo federal concedia reduções no imposto de renda, por exemplo. A partir dos anos 70, tais propostas de crescimento foram consolidadas, e muitas indústrias se instalaram no interior do país. Na área de turismo, com a criação da EMBRATUR, várias instituições nacionais e internacionais de renome, bem como empresários independentes, viram-se tentados a apresentar novos projetos para análise e obtenção desses benefícios. Além disso, as linhas de crédito oferecidas tornaram-se bastante atrativas, tanto em moeda nacional como em dólar. O Banco do Brasil e muitos outros bancos estaduais foram os grandes financiadores do turismo e da hotelaria, mediante os projetos analisados e aprovados pela EMBRATUR. Foi a época de outro da hotelaria. Como exemplo, podemos citar a expansão da rede de Hotéis Othon, uma das maiores do país, espalhada ainda hoje pelo país inteiro. A rede Luxor, remodelou e ampliou suas unidades Luxor Continental e Luxor Regente, no Rio de Janeiro. Além de instalar hotéis 5 estrelas por todo o Brasil. A empresa aérea Varig fundou sua subsidiária Tropical, com hotéis em Manaus, Salvador, etc. Pelo interior do país e no litoral do Nordeste, foram inúmeras as novas construções de hotéis independentes, sobressaindo-se o mais famoso deles: o Jatiúca, em Maceió. Os modelos de empreendimentos que se destinam à hospedagem variam bastante, podendo ser divididos e classificados em diversos tipos, segundo critérios como a forma de registro, a localização, o porte e a destinação dos serviços oferecidos.
Texto retirado do livro: SENAC,DN. Introdução a turismo e hotelaria / Luiz Cláudio de A. Menescal Campos; Maria Helena Barreto Gonçalves. Rio de Janeiro: Ed. Senac Nacional, 1998.

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