quarta-feira, 7 de março de 2012

Moscou - Rússia

A primeira referência a cidade de Moscou remonta a 1147 quando Iuri Dolgoruki convidou o príncipe de Novgorod para ir ter com ele a Moscou. Nove anos mais tarde, Yuri Dolgurki manda construir uma muralha de madeira, que foi sendo constantemente reconstruída, para envolver e proteger a cidade que então estava a ser erigida.

A reabertura do teatro Bolshoi em outubro de 2011 ganhou a atenção da mídia internacional. Afinal, a reforma de US$ 760 milhões do imponente edifício de 236 anos é de arrancar palmas dos czares, de dentro de suas tumbas. No entanto, mesmo sem tanto burburinho, a estreia de dois outros atraentes museus em Moscou merecem destaque. O primeiro é o Museu de Ícones Russos, que guarda uma das maiores coleções particulares de artes russa e religiosa, e tem entrada gratuita. Já no segundo museu, o Tochka G (em português, Ponto G), não há santas ou virgens, mas merece uma visita. Com mais de três mil ítens relacionados a sexo, seu acervo vai de camisinhas da época da soviética a bonecas infláveis high-tech, incluindo o audacioso quadro “Wrestling”, que retrata o premiê russo Vladimir Putin, e o presidente dos EUA, Barack Obama, nus e equipados com gigantescos pênis em cores.

Depois dos saques e da carnificina de 1237 e 1293 provocados pelos tártaros, Moscou volta a recuperar sob comando deles e, em 1327, passou a ser capital de um principado: o Grão-Ducado de Moscou. A sua boa localização em relação ao rio Volga permitiu um crescimento estável, atraindo milhares de refugiados provenientes de todo o território russo atual. Sob o poder de Ivan I da Rússia, Moscou substituiu Tver que era capital do Principado de Vladimir-Suzdal. A partir daqui, Moscou cresce a uma velocidade ainda maior. Ao contrário dos outros principados do Mundo, este não era dividido em zonas para serem governadas pelos filhos mas sim "herdada" inteira pelos descendentes. Em 1380, Dmitri Donskoy, príncipe de Moscou, ganhou uma importante batalha que permitiu acabar com o poder dos tártaros: a batalha de Kulikovo. No entanto dois anos depois, Tokhtamysh, o novo khan da Horda de Ouro unificada, invade e queima a cidade. Apenas em 1480 que os russos virão-se livres do domínio tártaro-mongol, vencendo-os na Grande espera no Rio Ugra. A cidade torna-se um grande centro de poder e, com o passar dos anos, Moscou ascende a uma capital de um grande império que viria a ter uma grande notoriedade no Mundo. Com isto, Kiev, a essa época sob domínio polaco-lituano, perde o seu estatuto de poder que antes tivera com o Principado de Kiev. Em 1571 Moscou é incendiada pelos Tártaros da Criméia, e entre 1610 a 1612 a cidade é ocupada pelos poloneses.

O século XVII foi marcado por um grande crescimento populacional e por certas revoluções como o fim da invasão lituano-polaca em 1612 e a revolta de Moscou em 1682. Deixa de ser capital em 1712 após Pedro, o Grande fundar São Petersburgo no Báltico em 1703. As razões foram o contato com o mar que Petersburgo permitia, a localização estratégica para as trocas comerciais e defesa da Rússia.

Em 1812, Napoleão invade a Rússia. Mas, ao saber que este chegara às fronteiras da Rússia, os moscovitas elaboraram uma emboscada previamente definida. Quando Napoleão chega a 14set1812, este e o seu grande exército encontram uma cidade abandonada e completamente queimada. Sem nada para comer e com o terrível frio russo, as tropas vêm-se obrigadas a retirar; 90% morrem no regresso a França e Napoleão é perseguido pelos russos. Este acontecimento é dramatizado na obra de Leon Tolstoi chamada Guerra e Paz, e Tchaikovsky compôs uma música a retratar todos estes acontecimentos: a Abertura 1812 com carrilhão e canhões.

Metrô da capital Russa

Com o grande feito da Revolução Russa de 1917, Moscou torna-se capital da URSS a 12mar 1918. Em 1941, durante a Guerra Patriótica, Moscou serviu de quartel-general do Exército Vermelho: 25 batalhões são formados juntamente com quatro regimentos de engenharia totalizando um número aproximado de 178.500 soldados. A cidade volta a ser invadida mas desta vez por Hitler em Novembro de 1941. Moscou é evacuada e decretada como campo de batalha. Foram construídas armas antitanques, enquanto a cidade era bombardeada. Nessa altura e devido aos riscos, Estaline é aconselhado a abandonar a cidade e a evacuar a restante população que ficara obrigatoriamente. Além do mais, a população continuou a construção do metro iniciada em 1930 e, por mais paradoxal que seja, os bombardeamentos beneficiaram a expansão das linhas. Em 1980, Moscou recebe os Jogos Olímpicos que foram boicotados pelos EUA.

A 22jun1941, a Alemanha e os seus aliados do Eixo invadiram a União Soviética, num ataque surpresa contra os soviéticos. Destruindo maioria da força aérea Soviética em terra, as forças Alemãs puderam rapidamente avançar no território Soviético utilizando tácticas de Blitzkrieg. Unidades blindadas rapidamente apanharam e destruíram o exército Soviético inteiro. Enquanto o Grupo do Exército Norte Alemão movia-se para Leningrado, e o Grupo do Exército Sul movia-se para capturar a Ucrânia, e o Grupo do centro avançava em direção a Moscou. As condições de defesa Soviéticas eram catastróficas, e as baixas eram enormes. A Agosto de 1941, os Alemães capturaram a cidade de Smolensk, uma importante defesa do caminho para Moscou, mas os combates na área de Smolensk bloquearam o avanço Alemão até Setembro, tornando a utilização do blitzkrieg inútil. A 2out1941, o grupo de ataque central sob o comando de Fedor von Bock finalmente lançou o seu ataque contra Moscou, tal ataque recebeu o nome de código Operação Typhoon. As forças Soviéticas na Frente Leste, na Frente de Reserva, Frente de Bryansk e Frente de Kalinin, defendendo a área de Moscou, sofreram baixas pesadas mas continuaram a lutar. A 10 de Outubro, Georgy Zhukov ficou com o comando da Frente Leste e da defesa de Moscou.

Em 1991 a URSS é dissolvida e com Bóris Iéltsin, e a cidade cresce exponencialmente. Moscou passa então a capital da Federação Russa onde fica o poder central: a Duma. No fim da década de 90, a cidade cresce, melhora a sua arquitectura e aumenta a sua linha de metro. Moscou passa então a ser uma cidade cosmopolita cheia de história, cultura e vivacidade mas também com problemas como o crime organizado, a prostituição infantil e a pobreza.

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